- Em dezembro de 2024, a União Europeia e o Mercosul assinaram um acordo comercial após 25 anos de negociações.
- A aprovação do acordo depende do Conselho da União Europeia e do Parlamento Europeu.
- Bernd Lange, presidente da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu, acredita que a ratificação pode ocorrer ainda em 2025, apesar de resistências, especialmente da França.
- O acordo inclui melhorias nas regras de compras governamentais e uma abordagem comum sobre mudanças climáticas.
- Lange destacou que a aprovação é crucial para fortalecer relações com países em desenvolvimento, como o Brasil.
Em dezembro de 2024, a União Europeia e o Mercosul assinaram um acordo comercial após 25 anos de negociações. Para que o acordo entre em vigor, é necessária a aprovação do Conselho da UE e do Parlamento Europeu. O presidente da Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu, Bernd Lange, acredita que a ratificação pode ocorrer ainda este ano, apesar de algumas resistências, especialmente da França.
Lange, que esteve no Brasil entre os dias 21 e 23 de dezembro, se reuniu com ministros e visitou o Porto de Santos. Ele afirmou que o texto do acordo foi aprimorado, incluindo mudanças nas regras de compras governamentais e uma abordagem comum sobre mudanças climáticas. O político destacou que o acordo é vantajoso para ambos os lados, embora reconheça a preocupação de agricultores franceses com a concorrência.
O presidente francês, Emmanuel Macron, expressou resistência, mas Lange acredita que a França, no geral, se beneficiará do acordo. Ele mencionou que a situação no setor agrícola francês é complexa, mas não deve impedir a aprovação. O apoio de outros países da UE, como a Dinamarca, também é considerado crucial para a ratificação.
Lange ressaltou que, apesar de haver vozes contrárias no Parlamento, a expectativa é de que o acordo receba entre 400 e 500 votos favoráveis entre os 720 membros. Ele enfatizou que um fracasso na aprovação seria uma “catástrofe” em um contexto geopolítico desafiador, onde a Europa busca fortalecer suas relações com países em desenvolvimento como o Brasil.
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