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Moraes determina proibição de acampamentos em frente a quartéis e na Praça dos Três Poderes

Ministro Alexandre de Moraes determina a proibição de acampamentos em Brasília e prevê prisões para resistência.

Alexandre de Moraes em sessão do STF. (Foto: Victor Piemonte/STF)
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  • O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, proibiu acampamentos na Praça dos Três Poderes e em frente a quartéis em Brasília.
  • A decisão foi tomada em resposta a manifestações de deputados bolsonaristas e foi oficializada na sexta-feira, 25.
  • Moraes determinou a remoção imediata dos parlamentares do Partido Liberal (PL) presentes no local e alertou sobre a possibilidade de prisão em caso de resistência.
  • A ação foi realizada na madrugada de sábado, 26, com a presença do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que leu a decisão aos manifestantes.
  • O deputado Helio Lopes, um dos alvos da medida, protestou nas redes sociais, afirmando que o Brasil vive uma “ditadura”. Outros deputados também fizeram declarações semelhantes.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, proibiu acampamentos na Praça dos Três Poderes e em frente a quartéis das Forças Armadas, em Brasília. A decisão foi oficializada na sexta-feira, 25, após manifestações de deputados bolsonaristas que se reuniram nas proximidades do STF. Moraes determinou a remoção imediata dos parlamentares do PL que estavam no local e estabeleceu que a resistência à ordem poderia resultar em prisão em flagrante.

A ação foi cumprida na madrugada de sábado, 26, com a presença do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que leu a decisão aos manifestantes, levando à desmobilização do acampamento. O deputado Helio Lopes (PL-RJ) foi um dos principais alvos da medida. Vestindo uma camiseta com a bandeira de Israel, Lopes anunciou um “jejum de palavras” em protesto contra as decisões do STF que afetam o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Detalhes da Decisão

Além de Lopes, outros quatro deputados do PL foram mencionados na decisão: Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Cabo Gilberto Silva (PL-PB), Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e Rodrigo da Zaeli (PL-MT). Não está claro se todos eles estavam efetivamente acampados com Lopes. Após a desmobilização, Lopes utilizou suas redes sociais para afirmar que o Brasil estaria vivendo uma “ditadura”. Cavalcante, que estava no Rio de Janeiro, e Chrisóstomo também fizeram declarações semelhantes, enquanto Zaeli e Silva não comentaram sobre a situação.

A proibição dos acampamentos reflete a crescente tensão entre o STF e parlamentares bolsonaristas, que têm utilizado protestos como forma de contestar decisões judiciais. A medida de Moraes visa garantir a ordem pública e a segurança nas áreas sensíveis da capital federal.

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