- A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) questionou o Ministério das Relações Exteriores sobre a retirada do Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA).
- A saída foi confirmada por fontes do Itamaraty e coincide com a adesão do Brasil à ação da África do Sul contra Israel, acusando-o de genocídio em Gaza.
- Tabata Amaral fez seis perguntas ao ministro Mauro Vieira, ressaltando a importância da IHRA como referência para o combate ao antissemitismo.
- Fontes diplomáticas justificaram a saída, afirmando que a adesão em 2021 foi feita de forma “displicente” e que o Brasil não cumpriu obrigações financeiras com a aliança.
- O Itamaraty nega que a retirada esteja relacionada à nova postura do governo em relação a Israel, apesar da coincidência dos eventos.
A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) questionou o Ministério das Relações Exteriores sobre a retirada do Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA). A saída, confirmada por fontes do Itamaraty, ocorre em um momento em que o governo Lula se junta à ação da África do Sul contra Israel, acusando-o de genocídio em Gaza.
Em seu requerimento, Tabata Amaral apresentou seis indagações ao ministro Mauro Vieira. Ela destacou que a definição de antissemitismo da IHRA, embora não vinculativa, serve como referência para mais de 45 países e cerca de 2000 instituições. A deputada enfatizou a importância da aliança como um sinal de comprometimento com a paz e a educação sobre o Holocausto.
A saída do Brasil da IHRA foi justificada por fontes diplomáticas que alegam que a adesão em 2021, durante o governo Bolsonaro, foi feita de maneira “displicente”. Além disso, mencionaram que o Brasil teria obrigações financeiras não cumpridas com a aliança. Apesar disso, o Itamaraty nega que a retirada esteja relacionada à nova postura do governo em relação a Israel.
No dia 23 de outubro, o Brasil formalizou sua adesão à ação da África do Sul na Corte Internacional de Justiça, que acusa Israel de genocídio contra os palestinos. O governo brasileiro afirma que a saída da IHRA e a adesão à ação não estão diretamente ligadas, mas a coincidência de eventos levanta questionamentos sobre a nova política externa do país.
Entre na conversa da comunidade