- Integrantes das Forças Especiais do Exército Brasileiro revelaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) um plano que previa o assassinato de autoridades e a prisão de ministros da Corte.
- O general da reserva Mário Fernandes admitiu ser o autor do “Plano Punhal Verde e Amarelo”, que incluía cenários para o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes.
- Fernandes minimizou o plano, alegando que era uma análise pessoal e não um projeto operacional, mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) considera o documento uma evidência de planejamento golpista.
- O tenente-coronel Hélio Ferreira Lima mencionou um plano chamado “Desenho Operacional Luneta”, que sugeria a prisão de ministros do STF, afirmando que era um exercício de simulação e não uma proposta concreta.
- O coronel Fabrício Moreira de Bastos confirmou a existência de uma carta destinada ao Comandante do Exército, que buscava pressionar a cúpula militar a apoiar a tentativa de golpe, considerando-a um “desabafo” de oficiais.
Integrantes das Forças Especiais do Exército Brasileiro, conhecidos como “kids pretos”, revelaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a existência de um plano que previa o assassinato de autoridades e a prisão de ministros da Corte. Os depoimentos começaram na última quinta-feira, quando o general da reserva Mário Fernandes admitiu ser o autor do “Plano Punhal Verde e Amarelo”. Este documento, segundo a Polícia Federal, delineava cenários para o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes.
Durante seu depoimento, Fernandes minimizou o conteúdo do plano, alegando que se tratava de uma análise pessoal e não de um projeto operacional. Ele afirmou que o documento foi impresso para leitura pessoal e rasgado logo em seguida. No entanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) considera o material uma evidência de planejamento prévio para ações golpistas.
Detalhes dos Planos
Em outra audiência, o tenente-coronel Hélio Ferreira Lima também se manifestou sobre um plano que sugeria a prisão de ministros do STF. Ele afirmou que o documento, chamado “Desenho Operacional Luneta”, era um exercício de simulação da inteligência do Exército e não uma proposta concreta. Ferreira Lima argumentou que o plano foi desenvolvido em resposta a possíveis alegações de fraude nas eleições de 2022.
O coronel Fabrício Moreira de Bastos confirmou a existência de uma carta destinada ao Comandante do Exército, que buscava pressionar a cúpula militar a apoiar a tentativa de golpe. Bastos disse que recebeu ordens para repassar o documento, que considerou um “desabafo” de oficiais, sem intenção de ação prática.
Implicações Legais
A PGR sustenta que esses documentos e depoimentos evidenciam um planejamento articulado para desestabilizar o governo e contestar os resultados eleitorais. A denúncia aponta que as ações propostas pelos militares vão desde a contestação do resultado até a execução de ações de ruptura institucional. A situação revela um clima de tensão política no Brasil, com desdobramentos que podem impactar a estabilidade do governo atual.
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