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Obra que reinterpretou bandeira nacional é retirada de exposição e gera polêmica

Artista Matheus Ribs enfrenta censura após remoção de obra no Festival Sesc de Inverno, gerando debates sobre liberdade de expressão.

Painel estava montado no Parque de Exposições de Itaipava (Foto: Reprodução da internet)
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  • O artista Matheus Ribs teve sua obra retirada do Festival Sesc de Inverno em Petrópolis.
  • A retirada foi realizada por autoridades locais, que alegaram violação da Lei nº 5.700/1971.
  • A obra de Ribs reinterpretava a bandeira do Brasil, substituindo “Ordem e Progresso” por “Kilomboaldeya”, uma referência a comunidades indígenas e afro-brasileiras.
  • O artista classificou a ação como censura e violação da liberdade de expressão, afirmando que não foi consultado sobre a decisão.
  • O Sesc-RJ lamentou a retirada e reafirmou seu compromisso com a liberdade de expressão, enquanto a Prefeitura de Petrópolis não se pronunciou.

Convidado a participar do Festival Sesc de Inverno em Petrópolis, o artista Matheus Ribs teve sua obra, que reinterpretava a bandeira do Brasil, retirada da exposição. A ação, realizada por autoridades locais, foi justificada com base na Lei nº 5.700/1971, gerando polêmica e acusações de censura.

A obra de Ribs, que trazia a inscrição “Kilomboaldeya” em substituição ao lema “Ordem e Progresso”, faz referência a comunidades indígenas e afro-brasileiras. Sua retirada, ocorrida no Parque de Exposições de Itaipava, provocou reações nas redes sociais, com apoio e críticas ao artista. Ribs classificou a ação como uma violação da liberdade de expressão e um ato de censura.

Em uma nota publicada em suas redes sociais, Ribs relatou que agentes da Guarda Municipal tentaram prender o gerente do evento, alegando que a obra “descaracterizava o patrimônio nacional”. O artista também mencionou que não foi consultado sobre a decisão e que a obra foi removida dos materiais de divulgação sem seu consentimento. Ele destacou que a justificativa legal para a remoção é herdada do regime militar e não se sustenta após a Constituição de 1988.

Reações e Apoio

A situação gerou apoio de figuras públicas, como a escritora Lilia Schwarcz, que defendeu a liberdade de expressão e a reinterpretação de símbolos nacionais. O deputado estadual Prof. Josemar (PSOL) também se manifestou contra a remoção, afirmando que a repressão à obra não tem fundamento jurídico. Ele anunciou que oficiará o Sesc e a Prefeitura de Petrópolis para reverter a censura.

O Sesc-RJ lamentou a retirada da obra e afirmou que a decisão foi tomada pelas autoridades locais. A instituição reafirmou seu compromisso com a liberdade de expressão e a diversidade artística, destacando a importância do diálogo sobre temas relevantes para a sociedade. A Prefeitura de Petrópolis não se pronunciou sobre o caso até o momento.

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