- Kim Sajet, ex-diretora da National Portrait Gallery, foi pressionada pelo ex-presidente Donald Trump, que a acusou de ser partidária.
- Trump anunciou sua demissão nas redes sociais, mas surgiram questionamentos sobre a legalidade da ação.
- O Chief Justice John G. Roberts Jr. interveio, afirmando que apenas o conselho do Smithsonian poderia decidir sobre a demissão.
- O conselho do Smithsonian reafirmou seu direito exclusivo de demitir diretores e se comprometeu a dar tempo razoável para mudanças.
- A artista Amy Sherald retirou uma exposição da galeria após ser solicitada a remover um retrato de uma mulher trans, refletindo tensões sobre curadoria no museu.
Kim Sajet, ex-diretora da National Portrait Gallery, enfrentou uma situação tensa após ser acusada pelo ex-presidente Donald Trump de ser partidária e influenciada por ideologias divisivas. A pressão culminou em sua demissão, que Trump anunciou via redes sociais. No entanto, surgiram questionamentos sobre a legalidade dessa ação, uma vez que Sajet continuou a trabalhar até sua saída formal.
A intervenção do Chief Justice John G. Roberts Jr. foi crucial nesse contexto. Como chanceler do Smithsonian, Roberts impediu que o conselho seguisse as ordens de Trump, afirmando que apenas o conselho tinha autoridade para decidir sobre a demissão de Sajet. A situação se intensificou quando Carlos Gimenez, membro do conselho e representante republicano da Flórida, pediu a demissão da diretora, mas Roberts respondeu que já havia uma moção em andamento.
Resolução do Conselho
A pressão sobre Sajet resultou em uma resolução do conselho do Smithsonian, que reafirmou seu direito exclusivo de demitir diretores. A resolução também se comprometeu a dar aos diretores um tempo razoável para implementar mudanças necessárias e relatar o progresso ao conselho. Essa decisão foi uma resposta direta às críticas de Trump, que havia afirmado que o Smithsonian estava sob a influência de uma ideologia “divisiva e centrada em raça”.
Recentemente, a artista Amy Sherald retirou uma exposição planejada na National Portrait Gallery, alegando que foi solicitada a remover o retrato de uma mulher trans posando como a Estátua da Liberdade. Essa situação reflete a tensão contínua em torno da curadoria e da representação no museu, evidenciando o impacto das pressões políticas sobre as instituições culturais.
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