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Aumenta o número de mortos em protesto contra petróleo em Angola com médicos sobrecarregados

Protestos em Angola geram caos após aumento de preços, resultando em mortes e feridos, enquanto o governo tenta controlar a situação.

Essas são as ondas de protestos mais amplas que o país testemunhou nos últimos anos. (Foto: EPA)
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  • O aumento de 33% no preço do diesel em Angola gerou protestos que resultaram em pelo menos 22 mortes e 200 feridos.
  • Os protestos começaram em 23 de outubro, inicialmente com taxistas em greve, mas se espalharam por várias cidades, incluindo Luanda.
  • O ministro do Interior, Manuel Homem, informou que mais de 1.200 pessoas foram presas e a violência incluiu saques e danos a propriedades.
  • O governo, liderado pelo presidente João Lourenço, minimizou as preocupações, afirmando que os manifestantes usam a situação como pretexto para desestabilizar o governo.
  • A oposição expressou solidariedade aos cidadãos afetados, mas condenou os atos de vandalismo.

Aumento no preço do diesel provoca protestos violentos em Angola

O aumento de 33% no preço do diesel em Angola, parte de um plano do governo para eliminar subsídios de combustível, desencadeou protestos massivos que resultaram em pelo menos 22 mortes e 200 feridos. A situação, que começou na segunda-feira, 23 de outubro, inicialmente envolveu taxistas em greve, mas rapidamente se espalhou, levando a uma onda de violência em várias cidades, incluindo Luanda.

O ministro do Interior, Manuel Homem, informou que mais de 1.200 pessoas foram presas durante os protestos, que se tornaram uma das maiores manifestações do país nos últimos anos. A violência incluiu saques a supermercados e danos a propriedades, com muitos negócios fechados e a população optando por permanecer em casa. Profissionais de saúde em Luanda relataram que os serviços de emergência estão sobrecarregados, com muitos feridos graves sendo atendidos.

Reação do Governo

Após uma reunião de gabinete, Homem afirmou que os atos de vandalismo ameaçam a segurança pública em várias províncias. O governo, liderado pelo presidente João Lourenço, minimizou as preocupações sobre o aumento dos preços, alegando que os manifestantes usam a questão do combustível como pretexto para desestabilizar o governo. A presidência também destacou que a situação de segurança no país permanece estável, apesar dos tumultos.

Os sindicatos de taxistas, que convocaram a greve, se distanciaram dos atos de violência, enfatizando que não apoiam saques ou destruição. Em meio à crise, longas filas se formaram em postos de gasolina, enquanto a população busca estocar bens essenciais.

Impacto e Solidariedade

A oposição, representada pela Frente Patriótica Unida (FPU), expressou solidariedade com os cidadãos afetados pela crise econômica e social, atribuindo a situação a políticas públicas desconectadas da realidade do país. A FPU condenou, no entanto, os atos de destruição e vandalismo.

A escalada da violência também afetou a aviação, com o cancelamento de voos devido à instabilidade política. Consulados e embaixadas emitiram alertas de segurança, recomendando que cidadãos estrangeiros evitem deslocamentos desnecessários em Luanda. A crise econômica, exacerbada pelo aumento dos preços dos combustíveis, impactou diretamente o custo de vida, elevando tarifas de transporte e preços de alimentos básicos.

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