- O governo brasileiro se reuniu em 29 de julho com representantes de grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos.
- O encontro, liderado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, discutiu tributação e regulamentação.
- A reunião visa mitigar a tarifa de 50% sobre exportações brasileiras para os EUA, que entrará em vigor em 1º de agosto.
- Executivos da Meta, Google, Amazon, Apple, Visa e Mastercard apresentaram demandas relacionadas à regulamentação de conteúdos e à política nacional de data centers.
- O governo ainda não decidiu sobre a possibilidade de taxar as big techs como retaliação à tarifa americana.
O governo brasileiro se reuniu na última terça-feira, 29, com representantes de grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos para discutir questões de tributação e regulamentação. O encontro, liderado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, visa mitigar a tensão em torno da tarifa de 50% que incidirá sobre as exportações brasileiras para os EUA a partir de 1º de agosto.
Durante a reunião, executivos da Meta, Google, Amazon, Apple, além de representantes das bandeiras de cartões de crédito Visa e Mastercard, apresentaram uma lista de demandas. As big techs expressaram preocupação com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que responsabiliza as redes sociais por conteúdos postados por usuários, uma medida aprovada por oito ministros contra três.
Demandas das Big Techs
As empresas solicitaram que suas queixas fossem consideradas em dois projetos em desenvolvimento pelo governo. O primeiro busca regulamentar conteúdos para combater crimes virtuais, enquanto o segundo visa fortalecer o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no combate ao abuso de poder econômico. Além disso, as plataformas pediram agilidade na implementação de uma política nacional de data centers, aproveitando a energia limpa disponível no Brasil.
Os representantes do governo indicaram que a possibilidade de taxar as big techs como retaliação à tarifa americana ainda não foi decidida. Caso essa medida seja adotada, as empresas serão notificadas com antecedência. As operadoras de cartões criticaram a introdução do Pix parcelado, mas o governo não deve abrir negociações sobre esse tema, visto que se trata de uma questão específica dessas empresas.
A reunião reflete a busca do Brasil por um diálogo mais construtivo com os EUA, ao mesmo tempo em que tenta atender às demandas do setor tecnológico, crucial para a economia nacional.
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