- Paulo Skaf foi eleito presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e assume o cargo em janeiro de 2026.
- Em sua primeira entrevista, ele criticou as políticas externas do governo Luiz Inácio Lula da Silva, atribuindo a nova tarifa de 50% dos Estados Unidos a ações do governo brasileiro.
- Skaf afirmou que gestos como a reunião dos Brics e o discurso sobre desdolarização provocaram a reação dos EUA, afetando as exportações brasileiras.
- Ele propôs uma diplomacia empresarial para mitigar os impactos da tarifa, que pode resultar na perda de até 100 mil empregos e impactar 0,5% do PIB.
- Skaf planeja criar um Conselho Global na Fiesp, liderado por Roberto Azevedo, para facilitar o diálogo entre empresas brasileiras e americanas.
O empresário Paulo Skaf foi eleito presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com início de mandato em janeiro de 2026. Em sua primeira entrevista após a eleição, Skaf criticou as políticas externas do governo Luiz Inácio Lula da Silva, atribuindo a recente tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a ações do governo brasileiro. A nova alíquota entra em vigor na próxima quarta-feira, dia 6.
Skaf argumenta que gestos do governo, como a reunião dos Brics e o discurso sobre desdolarização, provocaram a reação dos EUA, que é o principal mercado para as manufaturas brasileiras. Ele afirmou que essas decisões não foram benéficas para o Brasil e pediu uma postura mais firme na diplomacia empresarial para mitigar os impactos sobre as indústrias nacionais.
O futuro presidente da Fiesp expressou ceticismo em relação ao plano de socorro do governo para as empresas afetadas. O melhor socorro, segundo ele, seria uma mudança nas relações diplomáticas que levasse os EUA a reconsiderar a tarifa. Skaf destacou que a situação pode resultar em uma queda significativa nas exportações brasileiras, afetando até 100 mil empregos e impactando 0,5% do PIB.
Diplomacia Empresarial
Skaf planeja implementar uma diplomacia empresarial que busque fortalecer as relações comerciais com os EUA e outros mercados. Ele pretende criar um Conselho Global na Fiesp, liderado pelo ex-presidente da OMC, Roberto Azevedo, para facilitar o diálogo entre empresas brasileiras e americanas.
Ele também mencionou a importância de agir rapidamente para resolver a questão do tarifaço, especialmente para pequenas e médias empresas, que são as mais vulneráveis. Skaf se comprometeu a estar disponível para ajudar as indústrias a encontrar soluções e alternativas para enfrentar os desafios impostos pela nova tarifa.
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