- O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), bloqueou as contas do senador Marcos do Val (Podemos-ES) após ele viajar para os Estados Unidos com passaporte diplomático, desrespeitando ordens judiciais.
- O bloqueio inclui contas bancárias, cartões de crédito e transferências via Pix, mas não afeta a filha do senador.
- Moraes justificou a medida para evitar que o senador se beneficiasse de práticas ilícitas.
- Marcos do Val, que nega ter fugido, afirmou que a viagem foi para visitar a filha, com quem estava afastado.
- Além do bloqueio, o ministro determinou a instalação de uma tornozeleira eletrônica no senador, que foi abordado pela Polícia Federal ao retornar ao Brasil.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio das contas do senador Marcos do Val (Podemos-ES) após o parlamentar viajar para os Estados Unidos com o passaporte diplomático, que estava sob restrição judicial. A decisão foi tomada em resposta ao descumprimento de ordens cautelares, incluindo a proibição de viagens ao exterior.
O bloqueio abrange contas bancárias, cartões de crédito e transferências via Pix. O STF confirmou que a medida não afeta a filha do senador. Em nota, o Supremo esclareceu que a ação foi necessária para evitar que o senador continuasse se beneficiando de práticas ilícitas.
Marcos do Val, que nega ter fugido, afirmou que sua viagem aos EUA foi para passar tempo com a filha, da qual estava afastado por dois anos e meio. Ele alegou que não havia motivos para a suspensão de seu passaporte e que a decisão de Moraes violava a Constituição.
Além do bloqueio financeiro, Moraes também impôs a instalação de uma tornozeleira eletrônica no senador. A Polícia Federal abordou Marcos do Val ao retornar ao Brasil, onde ele foi levado para a instalação do equipamento de monitoramento. A situação do parlamentar se agrava com o descumprimento das ordens judiciais, levando a novas sanções.
A defesa do senador contestou as alegações, afirmando que ele comunicou sua viagem ao STF e à presidência do Senado. Eles consideraram as medidas desproporcionais e destacaram que afetam não apenas o exercício do mandato, mas também a vida pessoal do senador e de sua família. A matéria segue sob segredo de Justiça.
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