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Sonia Guajajara critica Congresso e pede veto de Lula ao PL da Devastação

Ministra Sonia Guajajara pede veto de Lula ao “PL da Devastação” e alerta sobre riscos aos direitos indígenas e à proteção ambiental

Sonia Guajajara discursa em Marcha das Mulheres Indígenas (Foto: @carolcastanhofoto)
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  • Durante a IV Marcha das Mulheres Indígenas em Brasília, a ministra Sonia Guajajara criticou o Congresso Nacional.
  • Ela pediu que o presidente Lula vete trechos do “PL da Devastação”, que facilita a emissão de licenças ambientais.
  • Guajajara alertou sobre o retrocesso na política indigenista e ambiental, afirmando que o projeto pode comprometer os direitos dos povos indígenas.
  • O evento contou com a participação de cerca de sete mil mulheres indígenas e ocorre em um momento em que Lula deve decidir sobre a sanção ou veto do projeto até o dia oito de outubro.
  • A ministra conclamou a união para resistir à ameaça à proteção dos direitos e territórios indígenas.

Durante a IV Marcha das Mulheres Indígenas, realizada em Brasília, a ministra Sonia Guajajara fez duras críticas ao Congresso Nacional. Em seu discurso, ela pediu que o presidente Lula vete trechos do polêmico “PL da Devastação”, que facilita a emissão de licenças ambientais. Guajajara alertou para o retrocesso na política indigenista e ambiental, afirmando que a proposta pode comprometer a proteção dos direitos dos povos indígenas.

A ministra enfatizou que a aprovação do projeto representa um desmonte das políticas que garantem a proteção ambiental no Brasil. Ela declarou: “Queremos que o presidente Lula vete todos os artigos que atacam os povos indígenas e que autorizam a destruição dos nossos territórios.” Guajajara destacou que a flexibilização da legislação ambiental pode resultar na legalização de invasões e na destruição de vidas e culturas.

O evento, que reuniu cerca de 7 mil mulheres indígenas, ocorre em um momento crucial, já que Lula tem até o dia 8 de outubro para decidir sobre a sanção ou veto do projeto. Nos bastidores, a expectativa é de que a decisão do presidente seja anunciada apenas no último momento. A ministra conclamou a união de todos para resistir a essa ameaça, reforçando a importância da luta pela preservação dos direitos e territórios indígenas.

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