- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, enfrenta tensões políticas com Eduardo Bolsonaro devido ao aumento de tarifas de cinquenta por cento dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
- Tarcísio é considerado “traidor” por Donald Trump por sua atuação contra as tarifas, enquanto Eduardo busca desgastá-lo politicamente.
- Tarcísio conta com o apoio de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, e Mauricio Claver-Carone, enviado especial dos EUA para a América Latina.
- As exportações de São Paulo para os EUA representam dezenove por cento do total do estado, aumentando a pressão sobre Tarcísio.
- Jair Bolsonaro sugeriu que Eduardo reaproximasse-se de Tarcísio, mas as divergências permanecem, especialmente em relação ao Supremo Tribunal Federal.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, enfrenta tensões políticas com Eduardo Bolsonaro em meio ao aumento de tarifas de 50% dos EUA sobre produtos brasileiros. Tarcísio é visto como “traidor” por Donald Trump devido à sua atuação contra essas tarifas, enquanto Eduardo busca desgastá-lo politicamente, o que pode impactar as eleições de 2026.
Recentemente, Tarcísio tem contado com o apoio de dois aliados influentes na Casa Branca: Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, e Mauricio Claver-Carone, enviado especial dos EUA para a América Latina. Ambos têm tentado suavizar a imagem do governador, ressaltando sua defesa de setores econômicos afetados pelas tarifas. Tarcísio, ex-ministro de Bolsonaro, não está conspirando contra o ex-chefe, segundo seus interlocutores.
A situação se complica com a percepção de que Tarcísio está perdendo apoio em Washington. Senadores que visitaram os EUA relataram que o governador é visto como “traidor” por sua postura em relação às tarifas. Eduardo, por sua vez, tem se posicionado como um rival, articulando ações que visam desgastar Tarcísio, especialmente em relação à aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Conflito Político
As divergências entre Tarcísio e Eduardo se intensificaram desde o anúncio das tarifas. As exportações de São Paulo para os EUA representam 19% do total do estado, tornando a situação ainda mais crítica. Eduardo tem criticado abertamente o governador, chamando-o de “servil” por buscar uma solução negociada com a embaixada americana.
Apesar das tensões, Jair Bolsonaro interveio, sugerindo que Eduardo reaproximasse-se de Tarcísio. No entanto, as divergências permanecem, especialmente em relação ao enfrentamento do STF. Eduardo tem manifestado interesse em concorrer à presidência em 2026, caso seu pai permaneça inelegível.
Enquanto isso, Tarcísio mantém seu foco na reeleição em São Paulo, embora enfrente pressões para se posicionar como um candidato à presidência. Sua participação em eventos com investidores em Nova York tem gerado especulações sobre suas ambições políticas, enquanto ele evita críticas públicas a Moraes e ao STF, o que incomoda alguns setores bolsonaristas.
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