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Mãe de rapper Oruam é destituída do cargo na Câmara de Belford Roxo

Márcia Gama, que não comparece ao trabalho há cinco anos, é licenciada da Câmara Municipal sem remuneração e sem investigação formal

Câmara de Belford Roxo concede licença sem remuneração a Márcia Gama após denúncia (Foto: Reprodução)
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  • Márcia Gama foi licenciada do cargo na Câmara Municipal de Belford Roxo para tratar de assuntos particulares, sem remuneração.
  • A licença foi publicada no diário oficial em 1º de agosto, após a revelação de que ela não comparecia ao trabalho há pelo menos cinco anos.
  • Durante esse período, ela recebeu um salário de R$ 4.200.
  • A portaria nº 198, assinada pelo presidente da Câmara, Markinho Gandra, não especifica a duração da licença nem menciona um processo administrativo sobre sua ausência.
  • A Câmara afirmou que Márcia cumpria suas funções, mas não apresentou comprovações de frequência.

Márcia Gama, mãe do rapper Oruam e esposa do traficante Marcinho VP, foi licenciada do cargo que ocupava na Câmara Municipal de Belford Roxo. A decisão, publicada no diário oficial em 1º de agosto, ocorreu após a revelação de que ela não comparecia ao trabalho há pelo menos cinco anos, recebendo um salário de R$ 4.200.

A portaria nº 198, assinada pelo presidente da Câmara, Markinho Gandra (União), concede a Márcia uma licença “para tratar de assuntos particulares e sem remuneração”. O documento não especifica a duração da licença nem menciona a abertura de um processo administrativo para investigar a ausência da servidora. Funcionários da Câmara afirmaram que ela não aparecia no local, apesar de continuar na folha de pagamento.

Em resposta à reportagem, a Câmara alegou que Márcia “desempenhava suas funções normalmente” e “assinava o ponto”, uma versão contestada por servidores que preferiram não se identificar. A Casa não apresentou comprovações de frequência ou atividade funcional da funcionária.

Nas redes sociais, onde possui mais de 350 mil seguidores, Márcia compartilha sua rotina como empresária e “personal washer”, mas não menciona seu cargo público. A situação levanta questões sobre a transparência e a responsabilidade no uso de recursos públicos em uma das cidades mais pobres da Baixada Fluminense.

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