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PMs são inocentados em caso de fraude na auditoria da Justiça Militar

Justiça Militar absolve PMs envolvidos na morte de Kathlen Romeu, enquanto dois policiais enfrentarão júri popular por outros crimes

Kathlen Romeu, de 24 anos: tiro de fuzil tirou a sua vida e do bebê que esperava (Foto: Reprodução/Redes sociais)
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  • A Justiça Militar absolveu os policiais militares Rafael Chaves Oliveira, Rodrigo Correia Frias e Marcos Felipe da Silva Salviano por falta de provas em relação à fraude processual no caso da morte de Kathlen Romeu.
  • O julgamento ocorreu no dia cinco de agosto de 2025 e durou mais de quatro horas, com o juiz Leonardo Picanço sendo o único a votar pela condenação.
  • Kathlen, grávida de três meses, foi atingida por um tiro de fuzil durante uma operação policial no Complexo do Lins, no Rio de Janeiro, em junho de 2021.
  • Investigações do Ministério Público indicaram que não houve troca de tiros, contradizendo a versão inicial da polícia.
  • Os policiais Frias e Salviano enfrentarão um júri popular por outros crimes, com data ainda a ser definida.

A Justiça Militar absolveu, por maioria de votos, os policiais militares Rafael Chaves Oliveira, Rodrigo Correia Frias e Marcos Felipe da Silva Salviano, acusados de fraude processual no caso da morte de Kathlen Romeu, ocorrida em junho de 2021 no Complexo do Lins, no Rio de Janeiro. O julgamento, realizado na tarde de terça-feira (5), durou mais de quatro horas e foi presidido pelo juiz Leonardo Picanço, que foi o único a votar pela condenação.

Kathlen, grávida de três meses, foi atingida por um tiro de fuzil enquanto visitava a avó. A versão inicial da PM indicava um confronto com criminosos, mas investigações do Ministério Público apontaram que não houve troca de tiros. O juiz Picanço destacou que houve “inovação artificiosa no local do crime”, mas os demais oficiais votaram pela absolvição, alegando falta de provas.

Em um desdobramento do caso, os PMs Frias e Salviano enfrentarão um júri popular por outros crimes, embora a data ainda não tenha sido definida. O Ministério Público, apoiado pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), alegou que os policiais tentaram alterar a cena do crime, incluindo cartuchos de munição para sustentar a narrativa de confronto.

A morte de Kathlen gerou protestos e questionamentos sobre a atuação da polícia em comunidades. Amigos e familiares da jovem realizaram um ato em frente ao Tribunal de Justiça do Rio, clamando por justiça. A lentidão do processo e a absolvição dos policiais envolvidos continuam a ser temas de debate na sociedade.

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