- O ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores pressionam pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
- O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, tenta negociar o fim da obstrução nas votações.
- Há atualmente 29 pedidos de impeachment contra Moraes no Senado, com o mais recente protocolado pelo senador Flávio Bolsonaro.
- O apoio ao impeachment é significativo, com 38 senadores a favor, 24 indefinidos e 19 contrários, sendo necessário um total de 54 votos para avançar.
- O impeachment de Moraes faz parte do “pacote da paz” da oposição, que inclui propostas como anistia aos presos do 8 de janeiro e a proposta de emenda à Constituição (PEC) para acabar com o foro privilegiado para parlamentares.
O ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores intensificam a pressão pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em meio a uma crise política. Enquanto isso, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), busca negociar o fim da obstrução bolsonarista nas votações.
A movimentação em torno do impeachment de Moraes ganhou força com a divulgação de mensagens em grupos de apoio a Bolsonaro, que criticam o vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes (PL-TO), por não ter tomado ações durante ausências de Alcolumbre. Os apoiadores afirmam que Gomes teve a oportunidade de agir, mas não o fez, levantando a questão sobre sua responsabilidade no processo.
Atualmente, há 29 pedidos de impeachment contra Moraes no Senado, sendo que o mais recente foi protocolado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Este pedido surgiu após decisões de Moraes que impactaram diretamente o ex-presidente. O apoio à proposta é significativo, com 38 senadores favoráveis, 24 indefinidos e 19 contrários, sendo necessário um total de 54 votos para que o impeachment avance.
Pacote da Paz
O impeachment de Moraes é um dos pontos centrais do “pacote da paz” apresentado pela oposição, que também inclui propostas como a anistia aos presos do 8 de janeiro e a PEC que visa acabar com o foro privilegiado para parlamentares. O vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), já anunciou que colocará em pauta o projeto de anistia assim que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), se ausentar.
A situação no Congresso reflete a tensão entre os apoiadores de Bolsonaro e os membros do Judiciário, especialmente após decisões que afetaram o ex-presidente. A falta de uma posição clara de Gomes sobre o impeachment de Moraes pode influenciar o andamento das negociações no Senado, onde a oposição busca consolidar suas prioridades legislativas.
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