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Historiador cancela curso em Columbia após acordo da universidade com Trump

Rashid Khalidi critica a definição de antissemitismo da IHRA e denuncia o ambiente de medo na Universidade Columbia após o cancelamento de seu curso

Professor Rashid Khalidi na Universidade Columbia, em Nova York, em maio de 2008 (Foto: Chester Higgins, Jr./The New York Times)
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  • O historiador palestino Rashid Khalidi cancelou seu curso sobre a história moderna do Oriente Médio na Universidade Columbia.
  • Ele criticou a adoção da definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA) pela instituição.
  • Khalidi afirmou que seria impossível ensinar honestamente sob as novas diretrizes, que incluem críticas a Israel como antissemitismo.
  • Ele descreveu a decisão da universidade como uma “capitulação” e um sinal de um ambiente de medo.
  • Recentemente, Columbia e a Universidade Brown concordaram em pagar mais de US$ 220 milhões ao governo dos Estados Unidos para evitar cortes no financiamento federal.

O historiador palestino Rashid Khalidi, professor emérito da Universidade Columbia, cancelou seu curso sobre a história moderna do Oriente Médio, criticando a adoção da definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA) pela instituição. Khalidi descreveu a decisão como uma “capitulação” e um sinal de um ambiente de medo na universidade.

Em uma carta aberta à reitora interina, Claire Armstrong Shipman, publicada no jornal britânico The Guardian, Khalidi afirmou que seria “impossível” ensinar de forma honesta sob as novas diretrizes, que incluem críticas a Israel como antissemitismo. Ele argumentou que essa definição confunde críticas legítimas à política israelense com o ódio aos judeus, chamando a decisão de Columbia de “abominável”.

Khalidi, que é uma figura proeminente nos estudos sobre a Palestina, destacou que discutir temas centrais, como a Nakba e a ocupação militar dos territórios palestinos, poderia resultar em sanções. Ele criticou a transformação da universidade em um espaço onde professores e alunos são limitados em suas expressões, caracterizando-a como uma “antiuniversidade”.

Recentemente, Columbia e a Universidade Brown concordaram em pagar mais de US$ 220 milhões ao governo dos EUA para evitar cortes no financiamento federal, após serem acusadas de tolerar o antissemitismo. Essa situação ocorre em meio a um aumento de protestos pró-Palestina nos campi universitários, refletindo a complexidade da discussão sobre liberdade de expressão e a política dos EUA em relação a Israel. Khalidi, que tem uma longa trajetória acadêmica e é autor de obras reconhecidas, continua a ser uma voz influente nas questões do Oriente Médio.

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