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Homem que ocupou cadeira de Moraes e financiador dos atos de 8/1 é condenado a 17 anos

STF impõe penas severas a manifestantes por atos golpistas, reforçando a responsabilidade criminal em defesa da democracia brasileira

Plenário do Supremo Tribunal Federal (Foto: Ton Molina/STF)
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  • O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou dois manifestantes a 17 anos de prisão pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
  • Pedro Luís Kurunczi foi condenado por financiar a viagem de manifestantes, pagando R$ 59 mil por quatro ônibus.
  • Fábio Alexandre de Oliveira invadiu a sede do STF e foi filmado incitando outros manifestantes.
  • Oliveira recebeu pena por cinco crimes, incluindo abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
  • As investigações continuam, com a expectativa de mais julgamentos em breve.

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta terça-feira, dois manifestantes envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 a 17 anos de prisão. As penas foram aplicadas em regime fechado, sendo 15 anos e seis meses para um deles, que invadiu a sede do STF, e o outro, por financiar os atos.

Pedro Luís Kurunczi, um dos condenados, é acusado de ter custeado a viagem de manifestantes a Brasília, pagando R$ 59 mil por quatro ônibus. A Procuradoria-Geral da República (PGR) argumentou que sua ação foi crucial para a realização dos atos violentos. Kurunczi nega as acusações, afirmando que apenas arrecadou fundos de forma pacífica.

O segundo réu, Fábio Alexandre de Oliveira, foi filmado sentado na cadeira do ministro Alexandre de Moraes, proferindo palavras de incitação. Moraes destacou que Oliveira, ao lado de outros manifestantes, tentou desestabilizar o sistema democrático. Ele foi identificado em um vídeo que circulou nas redes sociais, onde aparece utilizando luvas e máscara, indicando intenção de dificultar sua identificação.

Detalhes das Condenações

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, enfatizou que as ações de ambos os réus demonstraram uma clara intenção golpista. Oliveira foi condenado por cinco crimes, incluindo abolição violenta do Estado Democrático de Direito e associação criminosa armada. A defesa de Oliveira alegou que sua presença no STF foi apenas uma “brincadeira”, mas a PGR refutou essa afirmação, destacando a gravidade dos atos praticados.

As condenações são parte de um esforço contínuo do STF para responsabilizar os envolvidos nos ataques às instituições democráticas. As investigações seguem em andamento, com a expectativa de que mais réus sejam julgados em breve.

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