O ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro continuará em prisão domiciliar e não pretende mudar essa decisão, apesar das críticas. Moraes tem o apoio da maioria dos ministros, mesmo que alguns considerem a medida exagerada. O decano do STF, Gilmar Mendes, afirmou que Moraes tem a confiança dos colegas. A defesa de Bolsonaro argumenta que ele não descumpriu as regras, mas Moraes acredita que sim. Se houver novas infrações, a prisão domiciliar pode se tornar preventiva.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, descartou recuar da decisão que impôs a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Moraes afirmou a auxiliares que, apesar das críticas, não revisará a medida. A decisão ocorre em meio à proximidade do julgamento da ação penal sobre a suposta trama golpista.
Embora alguns ministros considerem a prisão domiciliar “exagerada”, Moraes mantém o apoio da maioria, especialmente da Primeira Turma. As decisões do relator têm sido respaldadas por colegas como Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia. O ministro Luiz Fux apresenta divergências, mas não compromete a base de apoio de Moraes.
Apoio Interno
Na quarta-feira, 6 de setembro, o decano do STF, Gilmar Mendes, negou que a decisão tenha causado desconforto entre os ministros. “O Alexandre tem toda a nossa confiança e o nosso apoio”, afirmou Mendes em evento do Instituto Esfera Brasil. A avaliação interna é de que o recurso da defesa de Bolsonaro, que busca revogar a prisão, não deve prosperar.
Os advogados do ex-presidente argumentam que não houve descumprimento das cautelares. No entanto, Moraes está convencido do contrário. O entorno do relator acredita que é mais provável que a prisão domiciliar seja convertida em preventiva, caso ocorram novos descumprimentos, do que o ministro rever sua decisão.
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