- A oposição no Congresso Nacional intensificou a obstrução após a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
- Desde terça-feira (5), senadores e deputados se acorrentaram à mesa do plenário em protesto.
- O objetivo é pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a pautar pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes e a votação de um projeto de anistia.
- Alcolumbre tenta manter os trabalhos do Senado em andamento, enfrentando a ocupação do plenário e evitando confrontos diretos.
- A obstrução já causa prejuízos, como a iminente perda de validade de um projeto de lei sobre isenção do Imposto de Renda para quem recebe até dois salários mínimos.
Os parlamentares da oposição intensificaram suas táticas de obstrução no Congresso Nacional após a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Desde terça-feira (5), senadores e deputados têm adotado medidas drásticas, como se acorrentar à mesa do plenário, em um protesto liderado por figuras como Magno Malta (PL-ES) e Hélio Lopes (PL-RJ). O objetivo é pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a pautar pedidos de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e a votação de um projeto de anistia.
A situação se agravou com a ocupação do plenário, onde os opositores buscam visibilidade e confronto. Alcolumbre tem tentado manter os trabalhos em andamento, evitando confrontos diretos e já impôs derrotas ao grupo, com comissões como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) retomando suas atividades. O presidente do Senado tem se esforçado para preservar a imagem da Casa, evitando convocar a Polícia Legislativa para desocupar o espaço.
Táticas de Obstrução
Além das correntes, a oposição tem utilizado outras táticas inusitadas. A deputada Julia Zanatta (PL-SC) levou sua filha ao plenário, enquanto outros parlamentares colaram esparadrapos na boca e nos olhos, simbolizando censura. A pressão sobre Alcolumbre aumenta, com a expectativa de que novas ações sejam tomadas para desestabilizar o funcionamento do Congresso.
A obstrução já causa prejuízos, como a iminente perda de validade de um projeto de lei que assegura isenção do Imposto de Renda para quem recebe até dois salários mínimos. Se não for votado até segunda-feira (11), o projeto deixará de existir. A tensão no Congresso reflete a crise política em curso, com a oposição determinada a resistir e a pressão sobre o governo crescendo.
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