- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou a instalação de 11 pórticos de pedágios eletrônicos na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, que será administrada pelo Consórcio Novo Litoral.
- A cobrança começará em novembro e gerou críticas de moradores e deputados da região.
- A rodovia, que liga Praia Grande a Miracatu, tem um tráfego diário de 72 mil veículos. As novas tarifas variam entre R$ 1 e R$ 3, substituindo a tarifa fixa de R$ 10.
- A deputada estadual Solange Freitas propôs isenção de pedágio para moradores de Mongaguá e Itanhaém por três anos. Outros deputados também pedem mudanças na cobrança.
- Protestos ocorreram, incluindo uma manifestação liderada pelo deputado Caio França, que questionou a necessidade dos pedágios na área turística. A concessionária CDL planeja investir R$ 3 bilhões em melhorias na rodovia.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, enfrenta críticas após anunciar a instalação de 11 pórticos de pedágios eletrônicos na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, que será administrada pelo Consórcio Novo Litoral. A cobrança começará em novembro e gerou descontentamento entre moradores e deputados da região.
A rodovia, que liga Praia Grande a Miracatu, é utilizada por 72 mil veículos diariamente. A mudança na cobrança visa beneficiar motoristas que percorrem trechos com várias cidades, permitindo tarifas proporcionais entre R$ 1 e R$ 3, em vez de tarifas fixas de R$ 10. Raquel Carneiro, diretora da Artesp, explicou que a decisão foi tomada para tornar a cobrança mais justa.
Entretanto, a insatisfação é crescente. A deputada estadual Solange Freitas (União Brasil) propôs um projeto de lei para isentar moradores de cidades como Mongaguá e Itanhaém do pagamento do pedágio por três anos. Outros deputados, como Tenente Coimbra (PL), também pressionam por mudanças, sugerindo que as vias marginais sejam utilizadas sem cobrança.
Críticas e Protestos
A instalação dos pórticos gerou protestos, incluindo uma manifestação liderada pelo deputado Caio França (PSB), que questionou a necessidade de tantos pedágios em uma região turística. Ele argumentou que isso pode impactar negativamente o desenvolvimento local. O governador, por sua vez, defendeu a medida, afirmando que os pedágios automáticos são irreversíveis e que os investimentos trarão benefícios a longo prazo.
A concessionária CDL, responsável pela administração da rodovia, planeja investir R$ 3 bilhões em melhorias, incluindo a reforma de 108,5 quilômetros de vias laterais. Apesar das promessas de melhorias, a insatisfação persiste, e a pressão sobre o governo para rever a cobrança continua a aumentar.
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