- O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou uma campanha nas redes sociais criticando o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.
- A campanha, iniciada em seis de agosto, usa esparadrapo como símbolo da obstrução legislativa por aliados de Bolsonaro.
- Imagens mostram pessoas com a boca tapada, referindo-se a congressistas que bloquearam sessões no Congresso.
- Os protestos no Congresso, iniciados em cinco de agosto, foram uma reação à prisão de Bolsonaro, que descumpriu uma medida cautelar.
- O deputado Flávio Bolsonaro afirmou que há um acordo para pautar a anistia, mas não para sua aprovação.
O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou uma campanha nas redes sociais criticando o ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar. A ação, iniciada na quarta-feira, 6, utiliza o esparadrapo como símbolo da obstrução legislativa promovida por aliados de Bolsonaro, que tentaram impedir a votação de projetos no Congresso.
Durante a campanha, o PT exibe imagens de pessoas com a boca tapada por esparadrapo, fazendo alusão aos congressistas que bloquearam as sessões parlamentares. Os manifestantes exigiam a pauta de projetos que incluem anistia a Bolsonaro, o fim do foro privilegiado e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A peça publicitária destaca frases polêmicas ditas por Bolsonaro durante seu mandato, como “não sou coveiro” e “pintou um clima”. O vídeo, produzido com inteligência artificial, enfatiza os impactos negativos do governo anterior, mencionando temas como negacionismo, violência e racismo. “Nós escolhemos mudar e não vamos nos calar com os ataques daqueles que jogam contra o nosso país”, afirma a narração.
Protestos no Congresso
Desde terça-feira, 5, aliados de Bolsonaro têm realizado protestos no Congresso, ocupando as Mesas Diretoras e impedindo a realização de votações. O motim, que durou mais de 30 horas, foi uma reação à prisão domiciliar do ex-presidente, que descumpriu uma medida cautelar no último domingo, 3.
O clima tenso no Congresso reflete a divisão política acentuada no país, com congressistas bolsonaristas buscando reverter a situação de Bolsonaro. O deputado Flávio Bolsonaro afirmou que há um acordo para pautar a anistia, mas não para sua aprovação, destacando que “quem tiver maioria leva”.
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