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Drones facilitam tráfico de drogas e celulares, desafiando autoridades estaduais

Polícia Civil intensifica combate ao uso de drones em presídios, com a Operação Rasante desmantelando redes criminosas em várias cidades.

Governo de SP gastou R$ 2,8 milhões com armas anti-drone usadas em presídios (Foto: Reprodução/Governo de SP)
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  • O uso de drones para transportar drogas e armas em presídios brasileiros aumentou desde 2020, especialmente durante a pandemia.
  • Em 2022, o Rio Grande do Sul registrou 872 ocorrências com drones em unidades prisionais, caindo para 606 em 2023 e 368 nos primeiros meses de 2025.
  • A Polícia Civil lançou a Operação Rasante em junho de 2024 para desmantelar grupos organizados que utilizam drones para entregas ilícitas.
  • A professora de Sociologia Simone Gomes destacou que os criminosos preferem realizar as entregas à noite, utilizando drones que custam entre R$ 50 mil e R$ 100 mil.
  • Outros estados, como Mato Grosso e Minas Gerais, também enfrentam o problema e estão investindo em tecnologia anti-drone para combater essa prática.

Na última década, o uso de drones para o transporte de drogas e armas em presídios brasileiros aumentou significativamente, especialmente após 2020, quando as restrições de visitação foram intensificadas pela pandemia. Em 2022, o Rio Grande do Sul registrou 872 ocorrências envolvendo drones em unidades prisionais, número que caiu para 606 em 2023 e 368 nos primeiros meses de 2025.

Operação Rasante

Em resposta a essa crescente ameaça, a Polícia Civil lançou a Operação Rasante em junho de 2024, visando desmantelar grupos organizados que utilizam drones para realizar entregas ilícitas em presídios. O delegado Rodrigo Caldas, que lidera a investigação, destacou a organização dos criminosos, que incluem operadores de drones e motoristas que facilitam as entregas. Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca em Canoas, Viamão e Porto Alegre, resultando na apreensão de drones desmontados, equipamentos de rádio e kits preparados para serem enviados aos detentos.

A Evolução do Crime

A professora de Sociologia da Universidade Federal de Pelotas, Simone Gomes, aponta que a utilização de drones para contrabando se intensificou durante a pandemia, quando as visitas foram restritas. Drogas, armas de pequeno porte e celulares são os principais itens transportados. Os criminosos preferem realizar as entregas à noite, aproveitando a agilidade dos drones, que podem custar entre R$ 50 mil e R$ 100 mil e realizar até 10 voos por noite.

A Resposta das Autoridades

Outros estados também enfrentam o problema. Em Mato Grosso, foram apreendidos 292 drones em cinco anos, com um aumento recente nas ocorrências. Em Minas Gerais, o governo investiu R$ 1,4 milhão em tecnologia anti-drone, enquanto São Paulo adquiriu equipamentos por R$ 2,8 milhões. A resposta das autoridades é crucial, já que os agentes penitenciários relatam dificuldades em lidar com a quantidade crescente de drones observados.

A situação exige um esforço contínuo das forças de segurança para mitigar essa nova modalidade de crime, que representa um desafio significativo para o sistema prisional brasileiro.

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