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INSS garante benefício a mulheres vítimas de violência doméstica, afirma Dino

STF avalia acesso ao Benefício de Prestação Continuada para mulheres vítimas de violência, ampliando proteção econômica em casos de vulnerabilidade

Flavio Dino em sessão no STF; ministro decidiu que mulheres vítimas de violência devem ter renda custeada pelo INSS e pelo empregador; e se for caente, recebe BPC (Foto: Antonio Augusto - 21.mai.25/STF)
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  • O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa a responsabilidade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em conceder o Benefício de Prestação Continuada (BPC) a mulheres vítimas de violência doméstica.
  • O julgamento, que envolve um caso de 2011, foi iniciado no plenário virtual e deve ser concluído em breve.
  • O ministro Flávio Dino votou a favor do BPC, ressaltando que mulheres em situação de vulnerabilidade devem ter acesso ao benefício, mesmo sem vínculo com o INSS.
  • O caso envolve uma mulher de Toledo, no Paraná, que precisou se afastar do trabalho por três meses após receber uma medida protetiva.
  • A decisão do STF pode garantir proteção econômica a muitas mulheres, permitindo que se afastem de ambientes de agressão sem preocupações financeiras.

O Supremo Tribunal Federal (STF) está analisando a responsabilidade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em garantir o Benefício de Prestação Continuada (BPC) a mulheres vítimas de violência doméstica. O julgamento, que envolve um caso de 2011, foi iniciado no plenário virtual e deve ser concluído na próxima sexta-feira, dia 18.

O ministro Flávio Dino votou a favor do BPC, destacando que mulheres em situação de vulnerabilidade, que se afastam do trabalho por questões de segurança, devem ter acesso a esse benefício, mesmo sem vínculo com o INSS. Dino enfatizou que a proteção econômica é uma responsabilidade do Estado, conforme a Lei Maria da Penha.

O caso em questão envolve uma mulher de Toledo (PR) que, após receber uma medida protetiva, precisou se afastar do trabalho por três meses. O ministro argumentou que, mesmo que a mulher não seja segurada da Previdência, a assistência deve ser garantida. Ele também esclareceu que a Justiça estadual pode determinar o sustento das vítimas, podendo ordenar que o INSS arque com os custos.

Implicações do Voto

Dino ressaltou que o BPC deve ser pago enquanto a mulher estiver afastada de suas funções, uma vez que a violência doméstica pode levar a novas agressões. O pagamento do benefício não requer a criação de um novo programa, pois a interpretação das normas existentes já permite essa extensão.

A decisão do STF pode ter um impacto significativo na vida de muitas mulheres que enfrentam a violência doméstica, garantindo que elas possam se afastar do ambiente de agressão sem a preocupação imediata com a sua subsistência. O desfecho do julgamento é aguardado com expectativa, pois pode estabelecer um precedente relevante para a proteção dos direitos das mulheres no Brasil.

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