- A Folha de S.Paulo publicou um editorial em 4 de outubro que gerou reações intensas entre os leitores.
- O texto afirmou que “aumentou o custo de defender os Bolsonaros”, resultando em cancelamentos de assinaturas.
- No dia seguinte, o jornal reiterou que Jair Bolsonaro tem direito à liberdade de expressão, gerando mais de 1.500 comentários.
- Leitores expressaram descontentamento, com alguns afirmando que a defesa do ex-presidente trai a confiança deles.
- O diretor de Opinião da Folha, Gustavo Patu, defendeu a linha editorial, afirmando que a liberdade de expressão é um princípio fundamental do jornal.
No último editorial, a Folha de S.Paulo provocou reações intensas ao afirmar que “aumentou o custo de defender os Bolsonaros”. O texto, publicado no dia 4 de outubro, gerou um debate acalorado entre os leitores, resultando em cancelamentos de assinaturas e críticas à postura do jornal.
No dia seguinte, a Folha reiterou que Bolsonaro tem direito à livre expressão, o que gerou mais de 1.500 comentários e se tornou o tema mais discutido da semana. As reações variaram de perplexidade a decepção, com leitores expressando descontentamento. Roberto Nasser, assinante há mais de 30 anos, afirmou estar “atordoado” com a defesa da liberdade de expressão do ex-presidente, ressaltando que ele já teve diversas oportunidades de se manifestar.
Outros leitores, como Alberto Lakatos, questionaram a validade de defender a liberdade de alguém que busca o fim do Estado de Direito. A insatisfação também veio de novos assinantes, como Silvana Sarriés, que se uniu ao jornal durante a pandemia e agora critica a Folha por, segundo ela, “colaborar para pôr fogo no parquinho”.
Reações dos Leitores
A resposta dos leitores foi mista, com muitos expressando que a Folha traiu a confiança deles. Pedro Vitor da Silva, de 23 anos, cancelou sua assinatura e pediu uma revisão da postura do jornal. Para ele, a liberdade de expressão deve ser respeitada, mas não pode ser usada para debochar da Justiça.
Em defesa da linha editorial, o diretor de Opinião da Folha, Gustavo Patu, afirmou que a defesa da liberdade de expressão é um princípio fundamental do jornal. Ele destacou que o jornal sempre abre espaço para opiniões diversas, mas mantém valores inegociáveis, como as liberdades democráticas e o Estado de Direito.
Gabriel Pereira, leitor de Campinas, lembrou que uma democracia não pode se permitir ser usada como escada para a destruição interna. A discussão sobre a liberdade de expressão e seus limites continua a polarizar os leitores da Folha, refletindo um momento crítico na relação entre a imprensa e a sociedade.
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