- O motim no Congresso ocorreu na última quarta-feira e envolveu doze parlamentares durante um debate sobre a anistia aos condenados pelos atos de oito de janeiro de dois mil e vinte e três.
- O Partido Liberal (PL) manifestou apoio aos parlamentares denunciados, considerando suas ações legítimas e pacíficas.
- A Corregedoria da Câmara está avaliando representações que podem resultar na suspensão de mandatos, com um total de quatorze congressistas sendo alvo de denúncias.
- A paralisação, liderada por bolsonaristas, durou cerca de trinta horas e terminou duas horas após o horário previsto para a retomada da sessão.
- A deputada Camila Jara (PT-MS), da base do governo, também será avaliada pela Corregedoria após ser denunciada pelo PL.
O motim no Congresso, que ocorreu na última quarta-feira, envolveu 12 parlamentares e foi parte de um debate sobre a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O evento gerou repercussões significativas, com a Corregedoria da Câmara avaliando as representações que podem levar à suspensão de mandatos.
Neste sábado, o Partido Liberal (PL) manifestou apoio aos parlamentares denunciados, afirmando que suas ações foram legítimas e pacíficas. A nota, assinada por Valdemar Costa Neto, presidente do partido, destaca que os deputados agiram “pela responsabilidade de representar milhões de brasileiros”. O PL reafirma seu compromisso “com a democracia e a harmonia entre os Poderes”.
A Mesa Diretora da Câmara discutiu o motim que obstruiu o plenário por cerca de 30 horas. Ao todo, 14 congressistas foram alvos da denúncia encaminhada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), à Corregedoria. Se a representação for aprovada, os envolvidos poderão ter seus mandatos suspensos por até seis meses.
A paralisação, liderada por bolsonaristas, terminou cerca de duas horas após o horário combinado para a retomada da sessão. A Corregedoria tem 48 horas para responder aos pedidos de suspensão de mandato. A decisão, se aprovada, será encaminhada ao Conselho de Ética, que terá três dias úteis para votar.
Além dos parlamentares da oposição, a deputada Camila Jara (PT-MS), da base do governo, também será avaliada pela Corregedoria, após ser denunciada pelo PL por um incidente no plenário. A situação continua a gerar debates acalorados sobre a legitimidade das ações dos parlamentares e os limites da obstrução legislativa.
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