- Jair Bolsonaro e seus auxiliares estão sendo investigados por uma suposta tentativa de golpe de Estado.
- O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, é um dos principais alvos da investigação.
- Cid firmou um acordo de delação premiada, mas violou suas condições ao usar um perfil falso para se comunicar com aliados.
- A validade da delação está em questão, e uma acareação com outro réu foi agendada para o dia 13.
- A situação gerou insatisfação entre os bolsonaristas, que criticam Cid por sua mudança de postura.
Jair Bolsonaro e seus auxiliares enfrentam uma investigação por uma suposta tentativa de golpe de Estado, com o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, sendo um dos principais alvos. Recentemente, Cid firmou um acordo de delação premiada, mas sua validade foi questionada após a revelação de que ele utilizou um perfil falso para se comunicar com aliados.
A insatisfação entre os bolsonaristas em relação a Cid é notável. Um aliado do ex-presidente afirmou que a mágoa vai além do acordo de delação, ressaltando que Cid sempre foi um dos que incentivaram Bolsonaro a intensificar os ataques à Justiça Eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal (STF). A ironia, segundo essa fonte, reside no fato de que Cid passou de colaborador do acirramento a delator.
O acordo de delação, que poderia garantir a Cid uma pena mínima mesmo em caso de condenação, foi fundamental para a Polícia Federal entender os últimos dias do governo Bolsonaro. Contudo, a situação se complicou quando foi revelado que Cid violou as condições do acordo ao manter diálogos com investigados, o que pode levar à anulação da delação.
Além disso, réus no processo contestam as afirmações de Cid. O ex-assessor Marcelo Câmara solicitou ao STF uma acareação entre eles, que foi aceita pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. O encontro está agendado para o dia 13, o que poderá trazer novos desdobramentos para a investigação em curso.
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