- O senador Romário, do PL do Rio de Janeiro, se distancia de Jair Bolsonaro e ignora pressões para apoiar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
- Ele é o único senador do PL que não endossa os pedidos de impeachment e enfrenta ataques nas redes sociais.
- A relação entre Romário e Bolsonaro se deteriorou após o apoio do ex-presidente à candidatura de Daniel Silveira ao Senado, que prejudicou a reeleição de Romário.
- Romário afirma que já enfrentou pressões maiores e não se deixará afetar por ataques, focando em compartilhar momentos pessoais nas redes sociais.
- Apesar das cobranças, Romário mantém bom relacionamento com outros líderes do PL, como o governador do Rio, Cláudio Castro, e o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.
Brigado com o ex-presidente Jair Bolsonaro desde a eleição de 2022, o senador Romário (PL-RJ) ignora as pressões do bolsonarismo para apoiar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Romário, o único senador do PL a não endossar os pedidos de impeachment, enfrenta ataques nas redes sociais e se distancia de Bolsonaro, afirmando não dever nada a ninguém.
A relação entre Romário e o bolsonarismo se deteriorou após o apoio de Bolsonaro à candidatura de Daniel Silveira (PTB) ao Senado, que prejudicou a reeleição do senador. Silveira, mesmo inelegível, obteve mais de 1,5 milhão de votos, enquanto Romário conseguiu 2,3 milhões, uma queda significativa em comparação à sua primeira eleição em 2014. Aliados do senador afirmam que ele nunca superou a atitude de Bolsonaro, considerada “dúbia”, e não se espera que ele atue a favor do impeachment de Moraes.
Romário, em resposta às cobranças nas redes sociais, declarou que já enfrentou pressões maiores e que não se deixará afetar por ataques. Em suas publicações, ele tem se concentrado em compartilhar momentos pessoais, como fotos jogando futebol, e se distanciou de Bolsonaro, ressaltando que nunca manteve fotos com o ex-presidente em seu perfil.
A pressão sobre Romário aumentou com comentários de figuras ligadas a Bolsonaro, como o vereador Jair Renan, que questionou se o senador continuaria “vivendo do gol de 94” ou se apoiaria o impeachment para “brilhar de novo”. Apesar das cobranças, aliados de Romário afirmam que ele mantém um bom relacionamento com outros líderes do PL, como o governador do Rio, Cláudio Castro, e o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.
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