- O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) enfrenta um pedido de cassação de seu mandato, apresentado por Lindbergh Farias (PT-RJ) em 13 de agosto de 2025.
- Eduardo está nos Estados Unidos desde março, onde busca articular sanções contra o Brasil, e sua licença expirou em julho.
- Lindbergh alega que Eduardo violou o artigo 228 do Regimento Interno da Câmara, que exige comunicação prévia sobre ausências ao exterior.
- O líder do PT também destacou que os gastos públicos com o gabinete de Eduardo ultrapassaram R$ 662 mil durante sua ausência.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que não concorda com a atuação de Eduardo fora do Brasil e prometeu um tratamento igualitário na análise da situação.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) enfrenta um novo pedido de cassação de seu mandato, apresentado pelo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), nesta quarta-feira, 13. Eduardo está nos Estados Unidos desde março, onde articula sanções contra o Brasil, e sua licença expirou em julho.
Lindbergh alega que Eduardo violou o artigo 228 do Regimento Interno da Câmara, que exige que parlamentares comuniquem previamente suas ausências ao exterior, informando a natureza e a duração do afastamento. Desde a expiração de sua licença, Eduardo não apresentou justificativas para sua permanência fora do país, o que, segundo o petista, configura abandono de mandato.
Além disso, o líder do PT destacou que os gastos públicos com o gabinete de Eduardo ultrapassaram 662 mil reais entre março e julho. Lindbergh argumenta que não é aceitável que um deputado atue contra a economia e a soberania nacional enquanto é custeado com dinheiro público. “Está na hora de cassar o mandato e responder à gravidade dos fatos”, afirmou.
Reações na Câmara
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também se manifestou sobre a situação. Ele afirmou que não concorda com a atuação de Eduardo fora do Brasil, ressaltando que cada parlamentar tem autonomia, mas não pode trabalhar contra os interesses do país. Motta prometeu um “tratamento igualitário” quando a situação de Eduardo for debatida, destacando que não há previsão legal para que um deputado exerça seu mandato à distância.
Na última semana, o presidente da Câmara reiterou que diversas representações contra Eduardo estão sendo analisadas, todas relacionadas a possíveis atentados à soberania nacional. A situação do deputado continua a gerar polêmica e pode ter desdobramentos significativos no cenário político brasileiro.
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