- Empresas brasileiras aumentam investimentos em lobby nos Estados Unidos devido às políticas comerciais do governo Trump.
- Neste ano, Taurus e Vale se juntaram a JBS e Embraer, contratando lobistas para defender seus interesses.
- Os gastos totais com lobby nos EUA somaram US$ 2,5 bilhões entre janeiro e junho de 2023.
- A Taurus, fabricante de armas, contratou o escritório Ballard Partners e transferiu uma linha de montagem do Brasil para os EUA em resposta a tarifas de 50% sobre armas.
- A Vale contratou a Lilette Advisors para questões de investimento em mineração, enquanto a JBS aumentou seus gastos em 93%, totalizando US$ 1,54 milhão no primeiro semestre de 2023.
As incertezas geradas pelas políticas comerciais do governo Trump têm levado empresas brasileiras a intensificarem seus investimentos em serviços de lobby nos Estados Unidos. Neste ano, Taurus e Vale se juntaram a nomes como JBS e Embraer, contratando lobistas para defender seus interesses diante das novas tarifas impostas. Os gastos totais com lobby nos EUA alcançaram US$ 2,5 bilhões entre janeiro e junho de 2023.
A Taurus, fabricante de armas, contratou o escritório Ballard Partners para atuar junto ao governo americano, buscando diretrizes sobre produção local. A empresa anunciou a mudança de uma linha de montagem do Brasil para os EUA em resposta às tarifas de 50% sobre armas, que começaram a vigorar em junho. O mercado americano representa 82% das vendas da Taurus, que já possui uma unidade de produção nos EUA.
Ações da Vale e JBS
A Vale, por sua vez, contratou a Lilette Advisors para interagir com o governo em questões relacionadas ao investimento em mineração e produção de metais. Apesar de os EUA representarem apenas 3% de suas receitas, a empresa está desenvolvendo um projeto de briquetes em Louisiana, com financiamento do governo americano.
A JBS, que já investe em lobby desde 2007, aumentou seus gastos em 93% em relação ao ano anterior, totalizando US$ 1,54 milhão no primeiro semestre de 2023. A empresa foca em temas como imigração, crucial para o agronegócio, onde cerca de 40% da mão de obra é composta por trabalhadores imigrantes.
Outras Empresas Brasileiras
Além de Taurus, Vale e JBS, o BTG Pactual também entrou na lista de contratantes de lobby, buscando apoio em questões de regulação bancária. A Embraer, tradicional contratante de lobby, manteve seus gastos em US$ 120 mil, tendo conseguido a exclusão de tarifas adicionais sobre suas exportações.
Essas movimentações refletem a adaptação das empresas brasileiras às mudanças nas políticas comerciais dos EUA, buscando garantir sua competitividade no mercado global.
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