- Alberto Fernández, ex-presidente da Argentina, pode ser julgado por violência de gênero.
- A fiscalia pediu que ele enfrente um julgamento por lesões e ameaças, com pena de até quinze anos de prisão.
- As acusações, feitas por sua expareja Fabiola Yáñez, incluem agressões físicas e psicológicas desde 2016 até 2024.
- O fiscal federal Ramiro González descreveu episódios de violência, como “agarrões do pescoço e golpes”.
- A defesa de Fernández tem seis dias para responder ao pedido da fiscalia antes que o juiz decida sobre o envio do caso a um tribunal.
Alberto Fernández, ex-presidente da Argentina, pode se tornar o primeiro ex-mandatário do país a ser julgado por violência de gênero. A fiscalia solicitou que ele enfrente um julgamento por lesões e ameaças, com pena de até quinze anos de prisão. O caso, iniciado pela denúncia de sua expareja, Fabiola Yáñez, revela um padrão de violência que se estende de 2016 até 2024.
As acusações incluem agressões físicas e psicológicas, com o fiscal federal Ramiro González descrevendo episódios de “agarrões do pescoço, zamarreios e golpes”. O ex-presidente já havia sido processado pelo juiz Julián Ercolini, e sua apelação foi rejeitada por um tribunal de segunda instância. Fernández nega as acusações e afirma ser inocente.
A investigação aponta que a violência se intensificou após sua eleição em 2019. O fiscal detalha que, antes de 12 de agosto de 2021, Fernández causou um hematoma em Yáñez durante uma agressão. Além disso, em um incidente no chalet presidencial, ele teria agredido a ex-parceira, resultando em uma lesão no olho direito. A violência física se tornou recorrente até o final de seu mandato, mesmo após a mudança de Yáñez para a casa de hóspedes em 2023.
Contexto da Violência
O documento da acusação destaca que a violência psicológica foi sistemática, caracterizada por acosos, hostigamentos e insultos. Mesmo após Yáñez se mudar para a Espanha, ela continuou a ser pressionada por Fernández, que a condicionava financeiramente e tentava impedir que ela denunciasse as agressões. O fiscal também menciona bofetadas, zamarreios e tentativas de controle sobre a vida da ex-parceira.
As provas apresentadas incluem testemunhos, documentos médicos e registros fotográficos das agressões. A acusação pede que Fernández seja julgado por lesões graves e ameaças coativas, agravadas pelo contexto de violência de gênero. A defesa do ex-presidente tem um prazo de seis dias para responder ao pedido da fiscalia, após o qual o juiz decidirá sobre o envio do caso a um tribunal.
Entre na conversa da comunidade