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Boulos denuncia deputado à PGR por conluio com big techs em projeto infantil

Guilherme Boulos pede investigação de Fernando Máximo por emendas ao PL 2628/2022 influenciadas por executivo da Meta, levantando questões sobre ética e poder econômico

Discussão e Votação de Propostas Legislativas. Dep. Dr. Fernando Máximo (UNIÃO - RO) (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)
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  • O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) a investigação do deputado Fernando Máximo (União-RO) por suposta advocacia administrativa.
  • A denúncia está relacionada ao PL 2628/2022, que visa proteger crianças nas redes sociais e aborda a “adultização” no ambiente virtual.
  • Boulos alega que Máximo teria colaborado com a Meta, empresa de Mark Zuckerberg, após emendas ao projeto serem elaboradas por um executivo da empresa.
  • As emendas propostas por Máximo buscavam isentar as grandes plataformas da obrigação de fornecer relatórios sobre moderação de conteúdo e eliminar multas e sanções criminais.
  • As emendas foram rejeitadas pelo relator Jadyel Alencar (Republicanos-PI) na Comissão de Comunicação.

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) a investigação do deputado Fernando Máximo (União-RO) por suposta advocacia administrativa. A denúncia surge em meio ao debate sobre o PL 2628/2022, que visa proteger crianças nas redes sociais e aborda a “adultização” no ambiente virtual.

Boulos alega que Máximo teria atuado em conluio com a Meta, empresa de Mark Zuckerberg. A suspeita se intensificou após uma reportagem do site The Intercept Brasil revelar que duas emendas ao projeto foram elaboradas por um executivo da Meta. A análise dos metadados dos documentos revelou a participação de Marconi Borges Machado, gerente de políticas públicas da empresa.

As emendas apresentadas por Máximo buscavam isentar as grandes plataformas da obrigação de fornecer relatórios sobre moderação de conteúdo e sugeriam a exclusão de multas e sanções criminais. Ambas foram rejeitadas pelo relator Jadyel Alencar (Republicanos-PI) na Comissão de Comunicação.

Boulos criticou a influência do poder econômico das big techs no sistema político, afirmando que a utilização de cargos públicos para favorecer interesses privados deve ser punida. Ele enfatizou a importância de priorizar as necessidades da sociedade brasileira em vez de interesses de bilionários norte-americanos. A reportagem tentou contato com Fernando Máximo, que não se manifestou até o fechamento desta edição.

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