- Jorge “Tuto” Quiroga se prepara para o segundo turno das eleições presidenciais na Bolívia, marcado para 19 de outubro.
- Ele enfrentará Rodrigo Paz, ambos candidatos que se opõem ao Movimento ao Socialismo (MAS), que dominou a política boliviana por 20 anos.
- Quiroga, ex-presidente entre 2001 e 2002, defende reformas liberais e um combate rigoroso ao narcotráfico, afirmando que a Bolívia exporta mais cocaína do que gás.
- O candidato propõe cooperação com o Brasil, incluindo acordos comerciais e segurança para combater o tráfico de drogas.
- Quiroga planeja criar zonas francas para a produção de baterias de lítio e atrair investimentos, visando integrar a Bolívia às cadeias produtivas da região.
Em sua quinta tentativa de chegar à presidência da Bolívia, Jorge “Tuto” Quiroga se prepara para o segundo turno das eleições, marcado para 19 de outubro, onde enfrentará Rodrigo Paz. Ambos os candidatos emergiram como alternativas ao MAS (Movimento ao Socialismo), partido que dominou a política boliviana por duas décadas.
Quiroga, que já ocupou a presidência entre 2001 e 2002, destaca sua plataforma de reformas liberais e um forte combate ao narcotráfico. Ele afirma que a Bolívia atualmente “exporta mais cocaína por meio do Brasil do que gás”. O candidato propõe uma cooperação com o Brasil, incluindo acordos comerciais e segurança, visando combater o tráfico de drogas.
O ex-presidente critica a gestão do MAS, que, segundo ele, se beneficiou de um boom das commodities sem investir em infraestrutura. “Evo Morales e seus 20 anos de MAS se atrapalharam com o que era necessário para melhorar os gasodutos”, afirma Quiroga, que busca revitalizar a economia boliviana por meio de acordos de livre comércio com países da Ásia e Europa.
Propostas e Visão
Quiroga também planeja criar zonas francas para a produção de baterias de lítio e outros produtos, integrando a Bolívia às cadeias produtivas da região. Ele acredita que o país pode se tornar um “coração pulsante” da América do Sul, facilitando o escoamento de sua produção.
O candidato se posiciona contra o protecionismo e defende que a Bolívia deve abrir-se ao mundo, atraindo investimentos. “Temos 30% do lítio do mundo em nosso território e quero que venham de fora para investir”, declara.
Além disso, Quiroga expressa sua intenção de manter uma relação respeitosa com o Brasil, reconhecendo seu papel como líder regional. Ele se compromete a trabalhar com o governo brasileiro, independentemente de quem seja eleito, e reforça a importância da democracia na América Latina.
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