- O Departamento de Justiça dos Estados Unidos irá entregar documentos sobre a investigação de Jeffrey Epstein ao Congresso.
- A decisão foi anunciada após uma intimação da Comissão de Supervisão da Câmara, evitando um conflito entre os poderes.
- Os registros começarão a ser entregues na próxima sexta-feira.
- A intimação solicitou todos os arquivos sobre Epstein e sua associada Ghislaine Maxwell, além de comunicações entre o governo do ex-presidente Joe Biden e o Departamento de Justiça.
- A Comissão de Supervisão da Câmara pode convocar mais autoridades para depor, incluindo o ex-secretário do Trabalho Alex Acosta.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou que irá entregar documentos relacionados à investigação sobre Jeffrey Epstein ao Congresso. A decisão foi comunicada nesta segunda-feira e ocorre após uma intimação da Comissão de Supervisão da Câmara, evitando um potencial conflito entre os poderes. Os registros começarão a ser entregues na próxima sexta-feira.
A intimação, emitida no início de agosto, exigia que o Departamento de Justiça apresentasse todos os arquivos sobre Epstein, que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento, e sua associada Ghislaine Maxwell, condenada em 2021 por tráfico sexual. O deputado James Comer, presidente da comissão, expressou que não esperava que o Departamento cumprisse o prazo devido ao volume extenso de documentos que possui.
Comer destacou que a entrega dos registros será feita de forma contínua, o que pode levar a questionamentos persistentes sobre o caso, que já atormentam os republicanos. A intimação também solicitava comunicações entre o governo do ex-presidente Joe Biden e o Departamento de Justiça sobre Epstein, além de registros de uma investigação anterior na Flórida.
Desdobramentos da Investigação
A Comissão de Supervisão da Câmara foi forçada a emitir a intimação após pressão dos democratas, que questionaram a falta de transparência nas investigações. Comer afirmou que está aberto a convocar mais autoridades para depor, incluindo Alex Acosta, ex-secretário do Trabalho, que renunciou após críticas sobre sua condução do caso Epstein.
Na segunda-feira, a comissão realizou um depoimento fechado com William P. Barr, ex-procurador-geral durante a presidência de Trump. Barr afirmou não ter visto evidências que implicassem Trump nos crimes de Epstein. A investigação continua a ser um tema delicado, com a expectativa de que novos documentos sejam revelados, aumentando a pressão sobre as autoridades envolvidas.
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