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ONG americana é acusada de desviar terreno escolar para construir mansão no AM

ONG é investigada por construir mansão em vez de escola prometida na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Rio Negro, gerando multas e danos ambientais

ONG americana é acusada de construir 'mansão' em terreno doado para ser escola no AM (Foto: Brayan Riker/DPE-AM)
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  • A ONG Global Thinkers Now (GTN) é acusada de desvio de finalidade em suas atividades na comunidade Santo Antônio, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro, Amazonas.
  • Moradores afirmam que a organização construiu uma mansão para seus gestores em vez da escola prometida.
  • A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) investiga a construção de duas residências sem licenciamento, resultando em multas de R$ 56,6 mil.
  • A DPE-AM também apura a exploração irregular de turismo na área, sem consulta à população local.
  • A ONG nega as acusações, afirmando que a construção foi aprovada pelos moradores e que o local também serve como moradia.

A ONG Global Thinkers Now (GTN) enfrenta sérias acusações de desvio de finalidade em suas atividades na comunidade Santo Antônio, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro, no Amazonas. Fundada em 2015 nos Estados Unidos e atuando no Brasil desde 2017, a organização prometeu construir uma escola, mas, segundo moradores, ergueu uma mansão para seus gestores.

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) está investigando as denúncias, que incluem a construção de duas residências sem licenciamento, resultando em multas de R$ 56,6 mil aplicadas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). A DPE-AM também apura a exploração irregular de turismo na área, sem consulta prévia à população local.

Moradores da comunidade afirmam que a construção da mansão, que serve como moradia do casal fundadores da ONG, foi autorizada sob a condição de que uma escola fosse construída. Mariete Miranda Pontes, presidente da Associação de Produtores Agrícolas da Comunidade do Santo Antônio, destacou que a ONG não cumpriu o acordo e parou de prestar serviços à comunidade após as construções.

A ONG, que se apresenta como uma iniciativa missionária, nega as acusações. Beatriz Ritzenthaler, uma das fundadoras, afirma que a construção foi aprovada pelos moradores e que o local também serviria como moradia. No entanto, a DPE-AM ressaltou que os direitos dos moradores foram desrespeitados, e que a situação pode ter causado danos à fauna e flora da reserva.

A Igreja Adventista, da qual os fundadores da GTN são membros, declarou não ter vínculo com a ONG, afirmando que suas atividades não são geridas com a autorização da administração da Igreja. A DPE-AM continuará acompanhando o caso para garantir os direitos das famílias da comunidade e a preservação da RDS Rio Negro.

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