- Líderes do Centrão e da oposição pressionam o presidente da Câmara, Hugo Motta, para votar uma proposta que limita investigações contra parlamentares.
- A proposta, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), busca restringir investigações relacionadas a emendas no Supremo Tribunal Federal (STF).
- Durante reunião, Elmar Nascimento destacou casos de deputados investigados, recebendo apoio dos presentes.
- A proposta prevê que afastamentos de parlamentares só ocorram após confirmação do plenário do STF e proíbe decisões individuais que afetem mandatos.
- Apesar da pressão, Motta prioriza outros projetos e ainda não se comprometeu com a votação imediata da medida.
Líderes do Centrão e da oposição intensificaram a pressão sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que coloque em votação uma proposta que limita investigações contra parlamentares. A expectativa é que a votação ocorra ainda nesta quarta-feira, 20 de setembro. A proposta, uma PEC resgatada por Motta, visa restringir investigações relacionadas a emendas no Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante uma reunião de líderes, Elmar Nascimento (União-BA) destacou casos de deputados investigados, gerando aplausos e apoio entre os presentes. A proposta prevê que afastamentos de parlamentares só tenham efeito após confirmação do plenário do STF e proíbe decisões individuais que interfiram diretamente no mandato. Além disso, busca restaurar a exigência de autorização prévia da Câmara ou Senado para processar parlamentares e estabelecer um prazo para o encerramento de inquéritos.
Apesar da pressão, Motta não se comprometeu com a votação imediata da medida. Ele prioriza outros projetos, como o PL da adultização e a ampliação da isenção do Imposto de Renda. Aliados do presidente da Câmara afirmam que ele está avaliando o apoio necessário para aprovar a proposta, enquanto uma liderança da oposição sugere que Motta busca ganhar tempo para garantir uma maioria favorável.
O clima na reunião foi de forte apoio à proposta, exceto por algumas vozes contrárias, como a de Lindbergh Farias (PT-RJ), que não se uniu aos aplausos. A expectativa é que a proposta de restrição às investigações seja levada a plenário ainda hoje, em meio a um cenário político tenso e polarizado.
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