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Eduardo Bolsonaro revela que objetivo era proteger pai, não anistia geral

Eduardo Bolsonaro confirma que movimentação nos EUA visava proteger o pai de punições legais, enquanto inquérito avança com prisão domiciliar

Investigação sobre tentativa de Jair Bolsonaro de escapar de punição obteve acesso a diálogos do ex-presidente com o filho Eduardo, que está nos EUA (Foto: Wilton Junior/Estadão)
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  • O ex-presidente Jair Bolsonaro está sendo investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por sua suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023.
  • Mensagens entre Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, indicam que a movimentação do deputado nos Estados Unidos visava proteger o pai de punições legais.
  • Eduardo afirmou que o objetivo não era buscar anistia para condenados, mas garantir a impunidade de Jair Bolsonaro.
  • O inquérito resultou em medidas cautelares e, após descumprimento, o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão domiciliar do ex-presidente.
  • O julgamento está agendado para o dia 2 de outubro, e a investigação continua com possíveis implicações para a família Bolsonaro.

BRASÍLIA — O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta uma investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) por sua suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado ocorrida em 8 de janeiro de 2023. Recentemente, mensagens trocadas entre Bolsonaro e seu filho, Eduardo, revelaram que a movimentação do deputado nos Estados Unidos tinha como objetivo proteger o pai de punições legais, e não buscar anistia para os condenados.

As mensagens, obtidas pela Polícia Federal, mostram que Eduardo Bolsonaro expressou preocupações sobre a situação legal do ex-presidente. Em um diálogo, ele afirmou que a verdadeira intenção não era garantir uma anistia, mas sim assegurar a impunidade de Jair Bolsonaro em relação ao processo por tentativa de golpe. Eduardo destacou que, caso a anistia não fosse aprovada, o apoio dos EUA poderia ser comprometido.

O inquérito que investiga a tentativa de escapar do julgamento resultou em medidas cautelares contra Jair Bolsonaro. Após o descumprimento dessas medidas, o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão domiciliar do ex-presidente. Essa decisão não deve ser revogada antes do início do julgamento, marcado para o dia 2 de outubro.

Eduardo também mencionou a necessidade de uma estratégia clara, caso o apoio dos EUA não estivesse mais disponível. Ele enfatizou que a situação exigia uma reflexão cuidadosa sobre os próximos passos a serem tomados. A investigação continua a se desdobrar, com implicações significativas para o futuro político da família Bolsonaro.

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