- Um juiz federal de Nova York, Richard Berman, rejeitou a solicitação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos para desclassificar documentos do grande júri sobre Jeffrey Epstein.
- O juiz argumentou que a divulgação não traria novas informações e que o governo já possui mais de 100 mil documentos sobre o caso.
- Esta é a terceira vez que pedidos semelhantes são negados, e a solicitação do governo visava responder a críticas sobre a morte de Epstein em 2019.
- O juiz sugeriu que o Departamento de Justiça se concentrasse na divulgação de informações mais substanciais.
- O governo planeja compartilhar alguns documentos com membros do Congresso, conforme anunciado pelo presidente do Comitê de Supervisão da Câmara, James Comer.
Um juiz federal de Nova York, Richard Berman, rejeitou a solicitação do Departamento de Justiça dos EUA para desclassificar documentos do grande júri relacionados ao caso de Jeffrey Epstein. O magistrado argumentou que a divulgação não traria informações novas e que o governo possui dados mais abrangentes sobre o caso.
Berman destacou que a informação contida nas transcrições do grande júri é insignificante em comparação com os mais de 100 mil documentos que o Departamento de Justiça já possui. O juiz é o terceiro a negar pedidos semelhantes, que geralmente não resultam em publicações. A solicitação do governo visava responder a críticas e teorias da conspiração sobre a morte de Epstein, que ocorreu em 2019 enquanto ele aguardava julgamento.
A petição do Departamento de Justiça, assinada pela procuradora geral Pam Bondi, foi apresentada em meio a um clima de descontentamento entre eleitores republicanos. Teorias sobre o suicídio de Epstein e a suposta lista de clientes influentes que ele teria gerado polêmica, especialmente após a afirmação do governo de que essa lista não existia. A situação se agravou com a divulgação de uma carta obscena que supostamente Trump teria enviado a Epstein, levando o presidente a exigir a publicação dos documentos do grande júri.
O juiz Berman sugeriu que o Departamento de Justiça deveria focar na divulgação de informações mais substanciais, em vez de tentar desviar a atenção com a liberação de transcrições limitadas. O governo está se preparando para compartilhar alguns dos documentos com membros do Congresso, conforme anunciado pelo presidente do Comitê de Supervisão da Câmara, James Comer.
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