- A pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 20 de agosto de 2023, mostra sinais de recuperação na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- A desaprovação ao governo caiu de 53% para 51%, enquanto a aprovação subiu de 43% para 46%.
- O saldo negativo é de cinco pontos percentuais, uma melhora em relação aos dezessete pontos registrados em maio.
- A aprovação aumentou especialmente no Nordeste, com crescimento de sete pontos, e no Centro-Oeste/Norte, com quatro pontos. No Sudeste, a desaprovação caiu de 64% para 55% e a aprovação subiu de 32% para 42%.
- Fatores como a melhora na percepção sobre os preços dos alimentos e a resposta ao tarifaço de Donald Trump às exportações brasileiras contribuíram para essa recuperação.
A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 20, revela que a popularidade do presidente Lula apresenta sinais de recuperação. A desaprovação ao governo caiu de 53% para 51% entre julho e agosto, enquanto a aprovação subiu de 43% para 46%. Essa mudança resulta em um saldo negativo de apenas cinco pontos percentuais, uma redução significativa em comparação aos dezessete pontos registrados em maio.
A aprovação do governo Lula teve um aumento notável em regiões como o Nordeste, onde cresceu sete pontos, e no Centro-Oeste/Norte, com um aumento de quatro pontos. No Sudeste, a avaliação se manteve estável, mas comparando com maio, a desaprovação caiu de 64% para 55%, e a aprovação subiu de 32% para 42%.
Fatores de Recuperação
Dois fatores principais contribuem para essa recuperação gradual. Primeiro, a percepção sobre os preços dos alimentos melhorou: 76% dos entrevistados acreditavam que os preços haviam subido em julho, enquanto agora esse número é de 60%. Em março, a insatisfação chegou a 88%. Além disso, a percepção sobre o poder de compra também melhorou, com uma queda de dez pontos na fatia que considera que o poder de compra é menor atualmente.
Outro aspecto favorável a Lula é a resposta ao tarifaço imposto pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às exportações brasileiras. Quarenta e oito por cento dos entrevistados acreditam que Lula e o PT estão respondendo corretamente a essa situação, enquanto 28% apoiam Bolsonaro e seus aliados. Essa postura de Lula é vista como um sinal de liderança e defesa dos interesses nacionais, segundo o cientista político Felipe Nunes.
Impacto nos Colégios Eleitorais
Nos dois maiores colégios eleitorais do Brasil, São Paulo e Minas Gerais, Lula também observa uma melhora em sua imagem. Em São Paulo, a diferença negativa caiu de 40 pontos em fevereiro para 31 em agosto. Em Minas, a queda foi de 28 para 19 pontos. Esses estados, que foram os principais exportadores para os Estados Unidos no ano passado, refletem a recuperação da imagem do presidente.
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