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Mensagens revelam estratégia para garantir impunidade a Bolsonaro

Polícia Federal avança na investigação de Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, com novas provas de coação contra o STF e medidas cautelares para Silas Malafaia

Ministro aponta o papel de liderança de Malafaia (Foto: Jornal Nacional)
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  • A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro por coação em um inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado de janeiro de 2022.
  • A investigação foi impulsionada pela recuperação de mensagens e áudios que sugerem estratégias para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF).
  • O pastor Silas Malafaia teve seu passaporte e celular apreendidos, sendo suspeito de coação contra ministros do STF.
  • As mensagens recuperadas indicam que o objetivo era garantir a impunidade de Jair Bolsonaro em processos judiciais.
  • Novas medidas cautelares proíbem Malafaia de deixar o Brasil e de contatar outros investigados, enquanto a defesa de Bolsonaro tem 48 horas para responder às acusações.

A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro por coação em um inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado ocorrida em janeiro de 2022. A ação foi desencadeada após a recuperação de mensagens e áudios que indicam estratégias para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF).

Na noite de quarta-feira, 20, a PF apreendeu o passaporte e o celular do pastor Silas Malafaia, que é suspeito de liderar tentativas de coação contra ministros do STF. O relatório da PF revela que as mensagens recuperadas dos celulares de Bolsonaro mostram que ele desrespeitava intencionalmente as medidas cautelares impostas pelo STF.

Detalhes da Investigação

As conversas entre Jair e Eduardo Bolsonaro, além de Malafaia, indicam que o objetivo não era apenas uma anistia para os condenados pelos atos golpistas, mas sim garantir a impunidade de Jair na ação penal em curso. Em mensagens recuperadas, Eduardo alertou o pai sobre a necessidade de agradecer publicamente ao ex-presidente dos EUA, Donald Trump, por suas ações contra o Brasil.

Além disso, a PF identificou que Malafaia estava envolvido na criação de ataques a autoridades brasileiras e na articulação de apoio internacional para interferir no processo judicial. O ministro Alexandre de Moraes autorizou uma operação de busca e apreensão contra Malafaia, destacando seu papel de liderança nas tentativas de coação.

Medidas Cautelares

As novas medidas cautelares incluem a proibição de Malafaia deixar o Brasil e a devolução de seus passaportes. Ele também está impedido de manter contato com os demais investigados. A defesa de Jair Bolsonaro tem um prazo de 48 horas para responder às acusações, enquanto a PF terá 15 dias para apresentar um novo relatório sobre os dados encontrados no celular de Malafaia.

Bolsonaro, que já se encontra em prisão domiciliar por descumprimento de medidas cautelares em outro processo, é réu em uma ação penal mais ampla relacionada à tentativa de golpe de Estado, com o julgamento previsto para iniciar em 2 de setembro.

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