- A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que o pedido de asilo na Argentina foi apenas uma “sugestão” e que ele não tinha planos de deixar o Brasil.
- Essa declaração ocorreu em resposta ao indiciamento de Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, pela Polícia Federal por tentativas de obstruir processos judiciais relacionados a um suposto golpe de estado.
- Os advogados de Bolsonaro têm até 20h34 do dia 22 de agosto de 2025 para apresentar explicações ao Supremo Tribunal Federal sobre mensagens interceptadas que indicam um plano de pedido de asilo político.
- Uma minuta do pedido de asilo, encontrada no celular de Bolsonaro, levanta dúvidas sobre suas intenções e foi associada a Fernanda Bolsonaro, esposa do senador Flávio Bolsonaro.
- A investigação da Polícia Federal concluiu que Bolsonaro e Eduardo cometeram crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação. A Procuradoria-Geral da República terá 48 horas após a manifestação da defesa para se pronunciar sobre o caso.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que o pedido de asilo na Argentina foi apenas uma “sugestão” e que ele não planejava deixar o Brasil. A declaração foi feita em resposta a investigações da Polícia Federal, que indiciou Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, por tentativas de obstruir processos judiciais relacionados a um suposto golpe de estado.
Os advogados de Bolsonaro têm até 20h34 desta sexta-feira, 22, para apresentar explicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre mensagens interceptadas que indicam um plano de pedido de asilo político. Uma minuta do pedido, encontrada no celular do ex-presidente, levanta novas questões sobre suas intenções. Segundo a defesa, a sugestão foi recebida em fevereiro de 2024, antes de quaisquer medidas cautelares serem impostas.
A minuta do pedido de asilo, que não estava assinada, foi associada a Fernanda Bolsonaro, esposa do senador Flávio Bolsonaro. O documento, que continha um erro na grafia do nome do presidente argentino, Javier Milei, sugere um planejamento de fuga, especialmente após a apreensão do passaporte de Bolsonaro em uma operação da Polícia Federal em fevereiro do ano passado.
A investigação da PF concluiu que Bolsonaro e Eduardo cometeram crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação. A Procuradoria-Geral da República (PGR) terá 48 horas após a manifestação da defesa para se pronunciar sobre o caso. A pressão sobre a defesa de Bolsonaro aumenta à medida que novos detalhes surgem nas investigações, que apuram tentativas de interferência em ações judiciais.
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