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Iphan solicita remoção de ‘pijamão’ inflável de Getúlio Vargas do Museu da República

Iphan pede a remoção da instalação "pijamão" por falta de consulta, enquanto Museu da República defende a obra como reflexão histórica relevante

Pijama inflável de Getúlio Vargas na frente do Museu da República no Catete (Foto: Alexandre Cassiano)
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  • A Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Rio de Janeiro solicitou a retirada da instalação inflável “pijamão”, que representa o paletó de pijama de Getúlio Vargas.
  • A obra, da artista Clarissa Diniz, está exposta no pátio do Palácio do Catete desde 2012 e deveria permanecer até 24 de setembro.
  • O Iphan argumenta que não foi consultado sobre a instalação, o que comprometeria a preservação do patrimônio tombado.
  • André Angulo, chefe do núcleo de museologia do Museu da República, defendeu a permanência da obra, destacando sua relevância histórica.
  • A situação gerou um debate sobre a relação entre arte contemporânea e preservação do patrimônio histórico, com a decisão final ainda pendente.

A Superintendência do Iphan no Rio de Janeiro solicitou a retirada da instalação inflável conhecida como “pijamão”, que faz referência ao paletó de pijama de Getúlio Vargas. A obra, da artista Clarissa Diniz, está exposta no pátio do Palácio do Catete desde 2012 e deveria permanecer até o dia 24 de setembro.

O Iphan argumenta que não foi consultado sobre a instalação na área externa do palácio, que é tombado como patrimônio. Para a superintendência, a falta de consulta compromete a preservação do local. Em resposta, André Angulo, chefe do núcleo de museologia do Museu da República, defendeu a permanência da obra, afirmando que se trata de uma instalação temporária que não oferece riscos ao patrimônio.

Angulo ressaltou a importância de lembrar de Getúlio Vargas em um momento em que o Brasil enfrenta desafios relacionados à soberania nacional, como o ex-presidente destacou em sua carta-testamento. A obra “pijamão” é uma forma de refletir sobre a história do país e suas complexidades.

A situação gerou um debate sobre a relação entre arte contemporânea e a preservação do patrimônio histórico, levantando questões sobre a liberdade de expressão artística em espaços públicos. A decisão final sobre a permanência da instalação ainda está pendente, enquanto o Museu da República se posiciona em defesa da obra.

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