- A Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Rio de Janeiro solicitou a retirada da instalação inflável “pijamão”, que representa o paletó de pijama de Getúlio Vargas.
- A obra, da artista Clarissa Diniz, está exposta no pátio do Palácio do Catete desde 2012 e deveria permanecer até 24 de setembro.
- O Iphan argumenta que não foi consultado sobre a instalação, o que comprometeria a preservação do patrimônio tombado.
- André Angulo, chefe do núcleo de museologia do Museu da República, defendeu a permanência da obra, destacando sua relevância histórica.
- A situação gerou um debate sobre a relação entre arte contemporânea e preservação do patrimônio histórico, com a decisão final ainda pendente.
A Superintendência do Iphan no Rio de Janeiro solicitou a retirada da instalação inflável conhecida como “pijamão”, que faz referência ao paletó de pijama de Getúlio Vargas. A obra, da artista Clarissa Diniz, está exposta no pátio do Palácio do Catete desde 2012 e deveria permanecer até o dia 24 de setembro.
O Iphan argumenta que não foi consultado sobre a instalação na área externa do palácio, que é tombado como patrimônio. Para a superintendência, a falta de consulta compromete a preservação do local. Em resposta, André Angulo, chefe do núcleo de museologia do Museu da República, defendeu a permanência da obra, afirmando que se trata de uma instalação temporária que não oferece riscos ao patrimônio.
Angulo ressaltou a importância de lembrar de Getúlio Vargas em um momento em que o Brasil enfrenta desafios relacionados à soberania nacional, como o ex-presidente destacou em sua carta-testamento. A obra “pijamão” é uma forma de refletir sobre a história do país e suas complexidades.
A situação gerou um debate sobre a relação entre arte contemporânea e a preservação do patrimônio histórico, levantando questões sobre a liberdade de expressão artística em espaços públicos. A decisão final sobre a permanência da instalação ainda está pendente, enquanto o Museu da República se posiciona em defesa da obra.
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