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Zé Trovão revela à PF detalhes sobre ameaça a Lula antes de confronto com Moraes

Deputado Zé Trovão recua após ameaçar Alexandre de Moraes, mas continua a ser alvo de críticas por incitação à violência na Câmara

Deputado federal Zé Trovão. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
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  • O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) ameaçou o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes durante um discurso na Câmara dos Deputados, em 20 de agosto.
  • Trovão, que já é investigado pelo STF por ameaças ao presidente Lula, fez as declarações enquanto defendia o pastor Silas Malafaia, alvo de operação da Polícia Federal.
  • Ele afirmou: “o seu dia, o seu fim está próximo e nós vamos acabar com a sua vida”, referindo-se a Moraes.
  • Após a repercussão negativa, Trovão recuou, alegando que suas palavras foram mal interpretadas e que não pretendia destruir vidas.
  • Parlamentares, como Zeca Dirceu (PT-PR), criticaram a retórica de Trovão, acusando-o de incitar ódio e violência. A Polícia Federal decidirá sobre o indiciamento do deputado.

O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) voltou a gerar polêmica ao ameaçar o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes durante um discurso na Câmara dos Deputados, na quarta-feira, 20. O parlamentar, que já é investigado pelo STF por ameaças ao presidente Lula, fez declarações agressivas enquanto defendia o pastor Silas Malafaia, alvo de operação da Polícia Federal.

Em sua fala, Trovão afirmou: “o seu dia, o seu fim está próximo e nós vamos acabar com a sua vida”, referindo-se a Moraes. No entanto, minutos depois, sob pressão e repercussão negativa, ele recuou, alegando que suas palavras foram mal interpretadas. “Nós não estamos aqui para destruir vidas, e sim as ações erradas que ele tem tomado”, disse o deputado.

A retórica de Trovão tem sido alvo de críticas, com parlamentares como Zeca Dirceu (PT-PR) acusando-o de incitar ódio e violência. Dirceu destacou que as declarações de Trovão sobre Lula, onde o chamou de “bandido”, configuram uma evidente ameaça e apologia à morte do chefe do Executivo. A investigação, autorizada pelo ministro Dias Toffoli, está sendo conduzida pela Polícia Federal, que já ouviu Trovão em julho.

O deputado defendeu sua imunidade parlamentar, alegando que suas declarações não se referiam especificamente a Lula, mas a qualquer criminoso. A Polícia Federal decidirá se indicia ou não Trovão, e uma eventual denúncia será encaminhada à Procuradoria-Geral da República. A situação continua a gerar debates acalorados no cenário político brasileiro.

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