- A senadora da Carolina do Norte, DeAndrea Salvador, processou a Whirlpool e a Omnicom por uso não autorizado de sua imagem e voz em uma campanha publicitária.
- A ação judicial foi movida na última semana e busca estabelecer precedentes para proteger figuras públicas de manipulações digitais.
- A campanha “Efficient Way to Pay” da Whirlpool alterou trechos de uma palestra de Salvador de 2018, sugerindo que ela falava sobre o mercado brasileiro.
- Salvador relatou que a repercussão da campanha causou constrangimentos pessoais e políticos, levando-a a explicar a situação a familiares e assessores.
- O processo pede indenização por danos morais e reputacionais, com valores a serem definidos em julgamento. As empresas não comentaram o caso.
A senadora DeAndrea Salvador, do Partido Democrata da Carolina do Norte, processou a Whirlpool e a Omnicom por uso não autorizado de sua imagem e voz em uma campanha publicitária. A ação judicial, movida na última semana, busca abrir precedentes para proteger figuras públicas contra manipulações digitais.
O caso envolve a campanha “Efficient Way to Pay”, da Whirlpool, que promovia eletrodomésticos com eficiência energética. A peça publicitária, que ganhou um Grand Prix no Cannes Lions, utilizou trechos de uma palestra de Salvador, realizada em 2018, alterando o contexto para sugerir que a senadora falava sobre o mercado brasileiro. A manipulação foi feita por meio de inteligência artificial, sem autorização.
Salvador relatou que a repercussão da campanha gerou constrangimentos pessoais e políticos. Em entrevista ao portal Ad Age, afirmou que teve que explicar a situação a familiares e assessores. O processo pede indenização por danos morais e reputacionais, com valores a serem definidos em julgamento. As empresas envolvidas não comentaram o caso.
Projetos de Regulação
A senadora é uma defensora ativa da regulação de tecnologias digitais e autora de diversos projetos de lei sobre o uso responsável de IA. Entre eles, destaca-se o Projeto de Lei 747, que propõe um laboratório de aprendizado em IA no Departamento de Comércio da Carolina do Norte, e o Projeto de Lei 880, que visa proibir deepfakes em campanhas eleitorais.
Salvador enfatizou que sua ação judicial não é apenas uma defesa pessoal, mas uma tentativa de proteger outras figuras públicas de manipulações semelhantes. Ela acredita que a responsabilização é crucial para evitar abusos no uso de tecnologias digitais em campanhas comerciais.
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