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Trump intensifica demissões no Pentágono após desavenças sobre Irã

Demissões no setor militar refletem instabilidade na administração Trump após vazamento de relatório sobre ataques ao Irã

Demissões: além do diretor da Agência de Inteligência de Defesa, governo Trump afastou chefe da reserva da Marinha e comandante do Comando de Guerra Especial Naval (Foto: Flickr/TheWhiteHouse/Divulgação)
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  • O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, demitiu o tenente-general Jeffrey Kruse, diretor da Agência de Inteligência de Defesa (DIA), e outros dois comandantes de alto escalão.
  • A demissão ocorreu após o vazamento de um relatório da DIA que contradizia a versão oficial sobre ataques aéreos ao Irã.
  • O relatório indicava que os bombardeios apenas atrasaram o programa nuclear iraniano, ao contrário da afirmação do presidente Donald Trump de que os alvos foram destruídos.
  • Além de Kruse, foram afastados o chefe da reserva da Marinha e o comandante do Comando de Guerra Especial Naval.
  • O senador democrata Mark Warner criticou as demissões, afirmando que refletem um padrão perigoso de lealdade na segurança nacional.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, demitiu nesta sexta-feira, 23, o tenente-general Jeffrey Kruse, diretor da Agência de Inteligência de Defesa (DIA), além de dois outros comandantes de alto escalão. A decisão, confirmada por autoridades à Reuters, ocorre em meio a uma série de demissões promovidas pelo governo Donald Trump no setor militar e de inteligência.

A saída de Kruse acontece após o vazamento de um relatório da DIA que contradizia a narrativa oficial sobre os ataques aéreos realizados em 22 de junho contra instalações nucleares no Irã. O documento indicava que os bombardeios apenas atrasaram o programa nuclear iraniano por alguns meses, em desacordo com a afirmação de Trump de que os alvos haviam sido destruídos. A Casa Branca classificou o relatório como “completamente errado”.

Além de Kruse, foram afastados o chefe da reserva da Marinha e o comandante do Comando de Guerra Especial Naval. As justificativas para as demissões não foram oficialmente divulgadas. O senador democrata Mark Warner criticou a administração Trump, afirmando que a demissão de altos funcionários de segurança nacional reflete um padrão perigoso de tratar a inteligência como um teste de lealdade.

Mudanças no Pentágono

As demissões desta semana se somam a uma série de mudanças no Pentágono. Em abril, o general Timothy Haugh foi retirado do comando da Agência de Segurança Nacional (NSA), e em fevereiro, Hegseth exonerou o general da Força Aérea C.Q. Brown e outros cinco oficiais. O clima de instabilidade também afetou oficiais que permanecem em seus cargos, como o chefe da Força Aérea, que anunciou sua aposentadoria antecipada.

A movimentação no setor de inteligência também é significativa. Dois dias antes da demissão de Kruse, a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, revogou 37 credenciais de segurança de profissionais da área, seguindo ordens diretas de Trump. Essa ação se junta a outras revogações feitas ao longo do governo, incluindo figuras como Joe Biden e Kamala Harris. Gabbard também anunciou uma reestruturação que visa cortar 40% do quadro de sua equipe até outubro, com a expectativa de gerar uma economia de US$ 700 milhões anuais.

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