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Gilmar Mendes defende decisões de Moraes e nega abusos no STF

Gilmar Mendes critica sanções de Trump e reafirma a solidez da democracia brasileira, defendendo a independência do Judiciário e de Alexandre de Moraes

Ministro Gilmar Mendes, do STF, nesta segunda-feira, em evento do Esfera Brasil em São Paulo (25/08/2025) (Foto: Pedro Pupulim/VEJA)
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  • O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, condenou as sanções econômicas do governo Trump a ministros da Suprema Corte brasileira.
  • Mendes defendeu Alexandre de Moraes, alvo da Lei Magnitsky, afirmando que não há justificativa para tais medidas.
  • Ele classificou as sanções como anômalas e inaceitáveis, ressaltando que influenciar decisões judiciais por pressões econômicas é inaceitável.
  • O ministro negou que o Brasil esteja sob um regime de exceção e afirmou que o país vive uma democracia sólida.
  • Mendes destacou a liberdade de imprensa como um pilar fundamental da democracia brasileira.

Ministro do STF, Gilmar Mendes condenou as sanções econômicas impostas pelo governo Trump a ministros da Suprema Corte brasileira, em um fórum do Esfera Brasil nesta segunda-feira. Mendes defendeu Alexandre de Moraes, alvo da Lei Magnitsky, afirmando que não há justificativa para tais medidas. “Não tem nenhuma justificativa para a aplicação dessa legislação draconiana contra Moraes ou qualquer outro colega”, declarou.

O decano do STF classificou as sanções como “absolutamente anômalas”, ressaltando que tentar influenciar decisões judiciais por meio de pressões econômicas é inaceitável. Mendes enfatizou que a jurisdição brasileira se manifestará se necessário, reafirmando o apoio do tribunal a Moraes.

Além disso, o ministro abordou críticas que caracterizam o Judiciário como uma “ditadura da toga”, frequentemente usadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mendes negou que o Brasil esteja sob um regime de exceção, afirmando que o país vive um momento de democracia sólida. “Não há nenhum abuso. Nós não temos tortura, violência, constrangimento de qualquer ordem vindo do poder público”, afirmou, destacando a liberdade de imprensa como um pilar da democracia brasileira.

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