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Justiça ordena retorno de condutores nos trens da linha 15-prata do metrô de São Paulo

Metrô de São Paulo recorre de decisão judicial que exige operadores na linha 15-prata, destacando riscos à segurança dos passageiros e trabalhadores

Trem do monotrilho da linha 15-prata, próximo à estação Oratório, na zona leste de São Paulo (Foto: Danilo Verpa - 22.mar.2024/Folhapress)
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  • A 14ª Vara do Trabalho da Zona Leste de São Paulo determinou o retorno dos operadores aos trens da linha 15-prata do metrô, que opera de forma autônoma desde março de 2023.
  • A decisão foi motivada por preocupações com a segurança dos passageiros e trabalhadores, que precisam estar presentes para resolver problemas durante a operação.
  • A juíza Andreia Cunha dos Santos Gonçalves destacou que a ausência de operadores representa riscos em situações de emergência.
  • O Metrô anunciou que irá recorrer da decisão, afirmando que a linha foi projetada para operação automatizada e que essa mudança aumentou a oferta de viagens.
  • O Sindicato dos Metroviários exigiu o cumprimento imediato da decisão e continuará a lutar pela instalação de cabines no monotrilho.

A 14ª Vara do Trabalho da Zona Leste de São Paulo determinou o retorno dos operadores aos trens da linha 15-prata do metrô, que opera de forma autônoma desde março de 2023. A decisão foi motivada por preocupações com a segurança dos passageiros e dos trabalhadores, que precisam estar presentes para resolver problemas durante a operação.

A juíza Andreia Cunha dos Santos Gonçalves destacou que a ausência de operadores nos trens representa riscos, especialmente em situações de emergência. O prazo para cumprimento da decisão é de 30 dias, sob pena de multa diária de R$ 5.000, revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador. A ação civil pública foi proposta pelo Sindicato dos Metroviários, que argumentou que a operação sem operadores expõe os trabalhadores a “desvio de função” e citou acidentes ocorridos na linha.

Entre os incidentes mencionados, destacam-se duas colisões em março de 2023 e um pneu que se soltou de um trem em setembro. O Metrô, por sua vez, defende que a operação automatizada é segura e que os operadores não estavam mais conduzindo trens, tendo sido transferidos ou aderido a programas de desligamento voluntário. A empresa afirma que os acidentes foram causados por falhas humanas e que oferece treinamento para situações de emergência.

Recurso do Metrô

Em resposta à decisão judicial, o Metrô anunciou que irá recorrer, argumentando que a linha 15-prata foi projetada para operar sem operadores a bordo. A companhia afirma que esse modelo já resultou em um aumento na oferta de viagens e na redução dos intervalos entre os trens. A presidente do Sindicato dos Metroviários, Camila Lisboa, afirmou que a entidade exigirá o cumprimento imediato da decisão judicial e continuará a lutar pela instalação de cabines no monotrilho.

A situação continua a gerar debates sobre a segurança e a eficácia da operação automatizada, com a expectativa de que o recurso do Metrô possa alterar a determinação da Justiça.

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