- Mais de 150 organizações culturais e 320 artistas nos Estados Unidos assinaram uma declaração para resistir à censura e defender a autonomia das instituições culturais.
- A iniciativa é uma resposta às pressões políticas da administração Trump, que afetaram o financiamento e a programação de instituições como o Smithsonian e o Kennedy Center.
- A declaração, chamada “Cultural Freedom Demands Collective Courage”, foi organizada pela National Coalition Against Censorship (NCAC) e pelo Vera List Center for Art and Politics (VLC).
- O documento reafirma a importância da autonomia programática e foi assinado por organizações de diferentes estados, incluindo o Museum of Contemporary African Diasporan Arts em Nova York e a Diverseworks em Houston, Texas.
- As ações da administração Trump incluem cortes no National Endowment for the Arts (NEA) e no National Endowment for the Humanities (NEH), gerando um clima de incerteza entre os profissionais da cultura.
Mais de 150 organizações culturais e 320 artistas nos Estados Unidos assinaram uma declaração de compromisso para resistir à censura e defender a autonomia das instituições culturais. A iniciativa surge em resposta às pressões políticas da administração Trump, que tem impactado o financiamento e a programação de instituições como o Smithsonian e o Kennedy Center.
A declaração, organizada pela National Coalition Against Censorship (NCAC) e pelo Vera List Center for Art and Politics (VLC), não menciona diretamente o presidente Donald Trump, mas é uma reação às suas campanhas de pressão sobre instituições culturais. Elizabeth Larison, diretora do programa de defesa das artes da NCAC, destacou que as instituições enfrentam crescente pressão em suas decisões de programação, o que pode comprometer sua integridade.
Contexto da Declaração
A declaração, intitulada Cultural Freedom Demands Collective Courage, foi resultado de um encontro de líderes culturais promovido pela NCAC e VLC em maio. O documento reafirma a importância da autonomia programática para preservar a missão das instituições e resistir à pressão ideológica. Carin Kuoni, diretora sênior do VLC, enfatizou que a diversidade cultural é essencial para a democracia e que as organizações devem manter sua independência.
Organizações de diferentes estados, tanto controlados por democratas quanto por republicanos, assinaram a declaração. Entre os signatários estão instituições como o Museum of Contemporary African Diasporan Arts em Nova York e a Diverseworks em Houston, Texas. A mobilização representa uma resistência coordenada às tentativas da administração Trump de influenciar a programação cultural e o financiamento das artes.
Desdobramentos e Impactos
As ações da administração Trump incluem cortes significativos no National Endowment for the Arts (NEA) e no National Endowment for the Humanities (NEH), além de pressões para que o Smithsonian altere sua programação para refletir uma visão patriótica da história dos EUA. Essas medidas têm gerado um clima de incerteza e medo entre os profissionais da cultura, que agora se unem em defesa da liberdade de expressão e da autonomia institucional.
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