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Polícia apura coação de pai e mulheres em produção de conteúdos sexuais por adolescentes

Polícia investiga se imagens foram comercializadas e busca identificar outras vítimas de coação em esquema de exploração sexual infantil

Troca de mensagens mostra coação de adolescente para produção de imagens com conteúdo sexual; o caso está sendo investigado pela delegacia de Rio Branco do Sul (PR) (Foto: Reprodução/Divulgação/PC-PR)
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  • Duas adolescentes foram vítimas de coação para produzir conteúdos pornográficos pelo pai de uma delas em Rio Branco do Sul, Paraná.
  • A mãe das vítimas procurou a delegacia local para relatar as ameaças sofridas pelas filhas.
  • As investigações, iniciadas em fevereiro, resultaram na prisão preventiva de duas mulheres: a companheira do pai e uma cúmplice.
  • O pai permanece foragido e as investigações revelaram coação sistemática e exigências diárias de produção de material sexual.
  • A polícia investiga se as imagens estavam sendo comercializadas e busca identificar outras possíveis vítimas.

Duas adolescentes, irmãs por parte de mãe, foram vítimas de coação para produzir conteúdos pornográficos pelo pai de uma delas, em Rio Branco do Sul, Paraná. A situação foi revelada após a mãe buscar ajuda na delegacia local, onde relatou as ameaças sofridas pelas filhas, de 13 e 16 anos.

As investigações, iniciadas em fevereiro deste ano, levaram à prisão preventiva de duas mulheres, companheira do pai e uma cúmplice, enquanto o homem permanece foragido. As prisões ocorreram em Curitiba e Cerro Azul, e a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão, recolhendo celulares que agora passam por perícia.

Os crimes investigados incluem coação, divulgação e armazenamento de pornografia infantojuvenil, além de associação criminosa e ameaça. Mensagens trocadas entre os envolvidos mostram a pressão exercida sobre as adolescentes, que eram forçadas a produzir vídeos e fotos de conteúdo sexual, com exigências diárias de envio.

O delegado Gabriel Fontana destacou que as ameaças se intensificaram ao longo do tempo, com referências a um contexto de seita. As vítimas eram obrigadas a cumprir metas diárias, sob pena de divulgação dos materiais já produzidos. A polícia investiga se as imagens estavam sendo comercializadas e busca identificar outras possíveis vítimas.

As investigações continuam, e a Polícia Civil do Paraná solicita que informações sobre o caso sejam repassadas de forma anônima.

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