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Dweck afirma que não há recursos para bônus a servidores na reforma administrativa

Ministra Esther Dweck alerta sobre riscos financeiros da 14ª folha de pagamento e defende avaliação de desempenho para servidores públicos

A ministra de Gestão e Inovação de Serviços Públicos, Esther Dweck, dá entrevista ao C-Level da Folha no seu gabinete em Brasília. (Foto: Gabriela Biló - 25.ago.25/Folhapress)
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  • A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, manifestou preocupações sobre a proposta de criação de uma 14ª folha de pagamento para bônus aos servidores públicos.
  • Dweck alertou que essa medida pode aumentar significativamente as despesas da União, Estados e municípios, afirmando que não há condições financeiras para implementar essa folha.
  • A proposta faz parte da reforma administrativa em discussão na Câmara dos Deputados, coordenada pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ).
  • A ministra defendeu que a estabilidade dos servidores deve ser vinculada a uma avaliação de desempenho eficaz, evitando a proteção de servidores ineficazes.
  • Dweck apoiou o combate a privilégios, como supersalários e férias extensas, e pediu que a tramitação da proposta ocorra em uma comissão especial antes de ser levada ao plenário.

A ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, expressou preocupações sobre a proposta de criação de uma 14ª folha de pagamento para bônus aos servidores públicos. Durante entrevista, Dweck alertou que essa medida pode resultar em um aumento significativo das despesas para a União, Estados e municípios. “Não tenho condições de pagar uma 14ª folha”, afirmou, ressaltando que o governo precisaria congelar reajustes salariais para viabilizar os bônus.

A proposta, que faz parte da reforma administrativa em discussão na Câmara, é coordenada pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ). Dweck também criticou a ideia de reduzir em 50% os salários iniciais das carreiras e a criação de uma tabela única de remuneração para todos os servidores. Segundo ela, essa abordagem pode levar os estados e municípios a solicitar apoio financeiro do governo federal, aumentando ainda mais as despesas.

Avaliação de Desempenho e Estabilidade

A ministra defendeu que a estabilidade dos servidores deve estar atrelada a uma avaliação de desempenho eficaz, evitando a proteção de servidores ineficazes. “A estabilidade é essencial, mas precisa ser vinculada a critérios de desempenho”, destacou. Dweck enfatizou a importância de um diálogo contínuo com o grupo de trabalho da reforma no Congresso, que busca tornar o Estado mais eficiente.

Dweck também abordou a necessidade de considerar as desigualdades regionais ao estabelecer metas de desempenho. Ela questionou como avaliar o desempenho em áreas com alta violência e infraestrutura precária, ressaltando que isso pode gerar desigualdade remuneratória.

Combate a Privilégios

A ministra manifestou apoio às propostas de combate a privilégios, como a restrição aos supersalários e a eliminação das férias de 60 dias. “Se não enfrentarmos isso agora, será uma decepção para a sociedade”, afirmou. Dweck pediu que a tramitação da proposta ocorra em uma comissão especial antes de ser levada ao plenário.

Apesar das dificuldades, a ministra acredita que a bonificação pode ser uma ferramenta para melhorar o desempenho dos servidores, desde que haja espaço orçamentário. O governo está em busca de aprovar medidas estruturantes no Congresso ainda neste semestre, visando uma reforma que promova maior equidade e eficiência no serviço público.

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