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Masayoshi Son se destaca como o investidor preferido de Trump no SoftBank

Trump e Son intensificam parcerias em tecnologia e robótica, enquanto SoftBank planeja megaprojeto de US$ 500 bilhões nos EUA

Masayoshi Son, CEO do SoftBank, em evento na Casa Branca ao lado de Donald Trump (Foto: Leah Millis - 30.abr.2025/Reuters)
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  • Donald Trump e Masayoshi Son, fundador do SoftBank, aprofundaram sua relação nos últimos oito meses com investimentos em tecnologia e robótica nos Estados Unidos.
  • O SoftBank já prometeu bilhões em investimentos, incluindo US$ 2 bilhões na Intel e participação crescente na OpenAI.
  • A relação começou em 2016, quando Son anunciou um investimento de US$ 50 bilhões na Trump Tower, prometendo mais US$ 100 bilhões após uma possível reeleição de Trump.
  • O SoftBank planeja um megaprojeto de US$ 500 bilhões em centros de dados de inteligência artificial, chamado Stargate.
  • Son busca manter sua influência em Washington, especialmente em um ambiente de desconfiança em relação a investidores estrangeiros.

Donald Trump e Masayoshi Son, fundador do SoftBank, têm aprofundado sua relação nos últimos oito meses, com investimentos significativos em tecnologia e robótica nos Estados Unidos. O SoftBank, que já prometeu bilhões em investimentos, se tornou um investidor crucial no país, especialmente com sua participação crescente na OpenAI e um investimento de US$ 2 bilhões na Intel.

A relação entre Trump e Son começou em 2016, quando o bilionário japonês anunciou um investimento de US$ 50 bilhões na Trump Tower. Desde então, Son tem cultivado laços com o ex-presidente, prometendo mais US$ 100 bilhões após a reeleição de Trump. O SoftBank também planeja um megaprojeto de US$ 500 bilhões em centros de dados de inteligência artificial, chamado Stargate.

A Influência Política de Son

Son busca manter sua influência em Washington, especialmente em um ambiente onde investidores estrangeiros enfrentam desconfiança. Sua proximidade com Trump é vista como uma vantagem para garantir investimentos em ativos sensíveis, como a tentativa da Nippon Steel de adquirir a US Steel, que foi aprovada após Trump receber uma “golden share”. Joshua Walker, da Japan Society, destacou que Son se tornou uma referência sobre o Japão em Washington, mas alertou sobre os riscos de concentrar relações tão importantes em uma única pessoa.

Os investimentos do SoftBank, que incluem a aquisição da Sprint e a fusão com a T-Mobile, refletem a estratégia de Son de se posicionar entre o Vale do Silício e o Japão. Apesar de seus sucessos, como os investimentos na Alibaba e na Arm, o SoftBank ainda enfrenta desafios, como a resistência política a aquisições que envolvem ativos físicos.

O Futuro dos Investimentos

Analistas apontam que a continuidade dos investimentos de Son nos EUA pode depender da criação de empregos, o que o protegeria de possíveis mudanças políticas. O SoftBank, que viu suas ações subirem mais de 60% neste ano, ainda enfrenta um desconto de quase 40% em relação ao valor líquido de seus ativos, refletindo a incerteza em torno de suas apostas.

Com a crescente centralização de seus planos nos EUA, Son parece ter decidido se afastar da China, mantendo, no entanto, laços com empresas como a ByteDance. A relação entre Trump e Son, embora frutífera, levanta preocupações entre diplomatas japoneses sobre os riscos de depender de uma única figura para mediar relações entre os dois países.

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